Conheça 21 tendências da telemedicina para 2021

19 min. de leitura

Em 2020 a pandemia da Covid-19 impactou todos os setores da sociedade e a área da saúde precisou se adaptar não apenas para combater a crise sanitária mundial, mas também para buscar novas soluções e tecnologias de atendimento aos pacientes. Pensando nisso, reunimos neste post 21 tendências da telemedicina e da área da Saúde que visualizamos para 2021.

A telemedicina ganhou ainda mais força e importância no dia a dia de médicos, enfermeiros, demais profissionais da saúde, e claro, dos pacientes. Num país de dimensões continentais como o Brasil, a telemedicina traz inúmeras oportunidades para ampliação dos serviços de saúde às pessoas, com qualidade e custo acessível.

Numa pesquisa realizada com 2.258 médicos de todo o Brasil  em fevereiro, antes mesmo dos picos da Covid-19 no país, a maioria dos profissionais (90% dos entrevistados) já via na tecnologia uma forma de melhorar o atendimento à população. Com as tecnologias proporcionadas pela  Telemedicina, que permitem a segurança dos dados e a privacidade entre médico e paciente, 70% deles responderam que acreditam ser possível ampliar o atendimento médico além do consultório. 

A pandemia da Covid-19 reforçou a necessidade de investimento na telemedicina. E como a evolução da tecnologia não pára nunca, a cada ano há novidades nesse campo da saúde. Entre as tendências da saúde – e mais especificamente da telemedicina – para 2021 estão a preocupação com a segurança de dados, a ampliação do uso de inteligência artificial, o crescimento da teleconsulta, entre outras. 

Veja a seguir 21 tendências da telemedicina e da área da Saúde em geral para 2021. 

1. Crescimento das Healthtechs

O crescimento acelerado das empresas de tecnologia para saúde, as chamadas healthtechs, é uma realidade há pelo menos 10 anos e a tendência é de que o segmento cresça ainda mais. 

Observando somente os três anos mais recentes, vemos que: em 2018 foram mapeadas 248 healthtechs atuando no Brasil; em 2019, 386 soluções; e, em 2020, 542 empresas de tecnologia na saúde, de acordo com mapeamento HealthTechs brasileiras – Distrito HealthTech Report

2. Aceleração do processo de adoção de novas tecnologias pela área da saúde

Se antes da Covid-19 a utilização de tecnologias na medicina já vinha crescendo, a pandemia acelerou ainda mais esse processo. 

Em uma revisão bibliográfica sobre o tema, os pesquisadores Akeni Lobo Coelho, Indyara de Araujo Morais, Weverton Vieira da Silva Rosa falam dessa tendência e demonstram a importância das novas tecnologias para a saúde em todo o mundo, especialmente em tempos de pandemia.

3. Preocupação crescente com segurança dos dados na saúde

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor no Brasil em 2020, mas por causa da pandemia, as sanções previstas por essa legislação começarão a ser aplicadas em 2021. A LGPD determina uma série de ações necessárias para tratamento e armazenamento de dados. Por isso é essencial que todas as clínicas, hospitais, laboratórios e instituições de maneira geral adequem seus sistemas de cadastro e prontuários (sejam eles físicos ou eletrônicos). 

Entre as tendências em telemedicina para 2021, a preocupação com dados está em alta. Os profissionais precisam escolher bem as plataformas de telemedicina utilizadas, para garantir que as informações sejam criptografadas e estejam seguras. Episódios de vazamentos de dados, como os que ocorreram com o hospital Albert Einstein e com o Zoom, reforçam essa tendência e necessidade de investimento.

4. Ampliação do uso de Inteligência Artificial

Cada vez mais os algoritmos de Inteligência Artificial estarão presentes em clínicas e hospitais ajudando médicos. Uma análise da produção científica do período de 2009 a 2019 publicada na Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde, editada pela Fundação Oswaldo Cruz, mostra o crescimento da produção científica sobre aprendizado de máquina aplicado à saúde, sendo os Estados Unidos o principal polo de pesquisa na área. 

No setor privado, para citarmos um exemplo, no início de 2020, só a empresa Microsoft anunciou investimentos de US$40 milhões em inteligência artificial. Com essa tecnologia é possível criar e entender padrões e, com isso, acelerar a realização de diagnósticos e tratamentos. 

Uma das aplicações de inteligência artificial durante a pandemia da Covid-19 foi desenvolvida pela Portal Telemedicina e consiste na utilização de um algoritmo que detecta indícios de Coronavírus em Raios-X e Tomografias e, dessa forma, contribui para a priorização de análise dos casos graves. 

Dentro do grande campo da Inteligência Artificial, outra tendência são as pesquisas que envolvem o conceito de Fairness. No contexto de aprendizado de máquina, um algoritmo com Fairness apresenta resultados de decisões tomadas pela IA que são independentes de vieses, especialmente relacionados a variáveis consideradas sensíveis, como as características dos indivíduos que não devem se correlacionar com o resultado (gênero, etnia, orientação sexual etc.).

5. Médicos cada vez mais digitais

A tecnologia não vai substituir o médico, mas o médico que não utiliza tecnologia será substituído por aquele que sabe transitar com facilidade no meio tecnológico. Cada vez mais os profissionais da saúde estão aderindo à telemedicina e entendendo as tecnologias como aliadas, especialmente depois da pandemia do coronavírus. 

Na Pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, realizada pela Associação Paulista de Medicina com profissionais de todo o país no início de 2020, 62% dos entrevistados responderam que utilizam alguma tecnologia de armazenamento de dados de pacientes e/ou compartilhamento de informação em sua clínica ou hospital. Questionados sobre a relação entre telemedicina e suas carreiras, 44% veem esse campo como uma oportunidade e outros 24% acreditam que ela possa ser uma oportunidade no longo prazo. 

Vale destacar que esses dados são de antes do início da pandemia que, como já vimos,  acelerou ainda mais o  processo de adoção de novas tecnologias pelos profissionais da saúde.

6. Integração e Ciência de Dados 

A big data é uma tendência em telemedicina para 2021. Cada vez mais os dados de pacientes serão estruturados em sistemas que, utilizando inteligência artificial, irão dar velocidade ao trabalho dos médicos. Sistemas e plataformas integrados facilitam o processo e dão uma visão holística dos pacientes aos gestores de saúde.

Além disso, com a indústria 4.0, a integração acontecerá também com equipamentos. Essa integração da ciência de dados com a saúde permite processos muito mais eficientes, redução de custos e um atendimento de mais qualidade aos pacientes. 

7. Valorização do médico de família ou clínico geral

Ter uma visão integral do paciente e conhecer seu histórico são fatores que contribuem para diagnósticos e tratamentos mais rápidos e eficazes. Essa visão é própria do Médico de Família ou do Clínico Geral, dois profissionais que tendem a ser cada vez mais valorizados. 

No sistema público de saúde, o Programa Saúde da Família (PSF) prioriza equipes multidisciplinares e generalistas para o atendimento básico. O PSF representa uma grande oportunidade de expansão da telemedicina. Entre outros benefícios, a adoção de tecnologia nesse nível de atendimento tende a diminuir filas nos hospitais. 

Outro dado que aponta para a tendência da valorização do Médico de Família é o aumento da busca dessa especialidade entre os estudantes de medicina. De acordo com a pesquisa Demografia Médica 2020, nos últimos 10 anos essa foi a especialidade que mais expandiu o número de residentes.

8. Segmentação do mercado de Telemedicina

A telemedicina engloba inúmeras subáreas e especialidades: telediagnóstico, teleconsulta, telemonitoramento, teleterapia, telecardiologia, telerradiologia, teleoftalmologia, entre outras. Há diversas tecnologias em desenvolvimento para atender às mais diferentes necessidades e uma das tendências em telemedicina para 2021 é a segmentação cada vez mais clara deste mercado. 

O relatório Distrito Healthtech demonstra essa realidade, listando a quantidade de empresas para distintas subáreas, como teleatendimento (25 startups), telediagnóstico (18) e telemonitoramento (10). 

9. Análise multimodal de exames e dados clínicos

Como a inteligência artificial pode analisar uma quantidade imensa de dados, a tendência com o desenvolvimento dessa tecnologia é a análise multimodal de exames e dados clínicos, com a possibilidade de união do conhecimento de várias especialidades em um único diagnóstico. 

Além disso, na seleção de linhas de tratamento as perspectivas mais promissoras dizem respeito à medicina baseada em desfecho e à medicina personalizada.  

10. Realização de teleconsultas

As teleconsultas são uma parte do trabalho de telemedicina, porém no Brasil elas não eram permitidas até a pandemia da Covid-19. Por causa do coronavírus e com a necessidade de redução da circulação de pessoas, especialmente em locais potencialmente contaminados como hospitais, clínicas e consultórios, o Ministério da Saúde liberou as teleconsultas no período de pandemia e o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a possibilidade de atendimento à distância também nessa fase. 

Em paralelo a isso, o CFM vem discutindo o assunto em uma comissão especial que foi formada especialmente para a revisão da prática de telemedicina no país. Nesse cenário, é muito provável que as teleconsultas continuem sendo permitidas mesmo depois do fim da pandemia. 

11. Realização de exames à distância

Diagnósticos de anemia, catarata, problemas cardíacos, quadros de depressão. Para detectar diversas doenças já há pesquisas para o desenvolvimento de aplicativos de celular que possam realizar exames sem que o paciente precise sair de casa. 

Outro exemplo é do empresário Elon Musk, que também investe em iniciativas de exames à distância. Sua empresa Neuralink possui um projeto em andamento que promete a implantação de um chip no cérebro humano

O aplicativo de teleconsulta da Portal Telemedicina também conta com uma tecnologia inédita de monitoramento de sinais vitais por vídeo embarcada no app que detecta a frequência cardíaca, saturação de oxigênio e nível de stress.

12.Utilização de wearables

Dispositivos como o chip desenvolvido por Elon Musk apontam para outra das tendências da telemedicina para 2021: o aumento da utilização de wearables. Estes são dispositivos vestíveis, que possibilitam a coleta e transmissão de dados. 

Os wearables não são necessariamente implantes. Eles podem ser aparelhos como relógios que se conectam à internet e enviam para um sistema dados de batimentos cardíacos, passos, distância percorrida, qualidade do sono, entre muitas outras funcionalidades. Esse tipo de tecnologia facilita o trabalho de telemonitoramento, uma das áreas da telemedicina. 

13. Uso de nuvem

De acordo com o relatório Distrito Healthtech o uso da nuvem para armazenamento de dados dos pacientes é uma das tendências em telemedicina para 2021. Essa ferramenta facilita o compartilhamento de dados e a integração entre sistemas, fazendo com que programas que utilizem inteligência artificial para análise de big data trabalhem melhor. 

14. Aumento da integração entre sistemas via Google Cloud for Healthcare

O Google Cloud for Healthcare tem como meta organizar informações, tornando-as universalmente acessíveis e úteis, a partir da utilização de padrões abertos para ajudar a permitir o compartilhamento de dados de saúde e a colaboração interativa, e ao mesmo tempo segura, para seus usuários. 

Imagine se todos os provedores de saúde pudessem colaborar de forma fácil, segura e instantânea enquanto cuidam de você. Esse é o objetivo do Google Cloud for Healthcare e ele está entre as tendências em telemedicina para 2021 porque vem sendo constantemente atualizado com novidades para melhorar a experiência dos usuários

15. Automatização de processos de maneira geral

Todo processo que possa ser automatizado tende a ser mais rápido e eficiente em qualquer área do conhecimento, na saúde e na medicina isso não é diferente. Além das automatizações relacionadas ao atendimento propriamente dito, com a utilização de inteligência artificial, big data etc., outras tarefas do dia a dia de clínicas e hospitais podem se beneficiar da tecnologia e ser feitas de maneira automática. Nessa lista podemos citar gestão financeira, controle de estoque, agendamento de consultas, entre outras.

16. Uso de robótica

O relatório Distrito Healthtech também fala no aumento do uso de robótica e de pesquisas para desenvolvimento de assistentes médicos. Na telemedicina, os robôs são aplicados para a telecirurgia, procedimento que ocorre em um local onde o cirurgião não está presente, por meio de teleconferência. Neste caso, um robô é guiado à distância. Esse tipo de prática permite que mesmo em lugares onde não há médicos especialistas residindo, a população seja bem atendida em suas necessidades. 

17. Utilização de prontuários eletrônicos

A utilização de prontuários eletrônicos também favorece a utilização de inteligência artificial para análise de big data. Atualmente, segundo Pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, cerca de 48% dos profissionais de saúde utilizam prontuários eletrônicos em suas clínicas e hospitais. Esse número tende a aumentar. 

O prontuário eletrônico, quando utilizado com tecnologias seguras, adequadas à LGPD, possui várias vantagens para pacientes e médicos. Ele facilita a localização de informações, reduz erros de transcrição e evita problemas de legibilidade; diminui a necessidade de espaço físico em clínicas e hospitais para armazenamento de papel; e melhora a experiência na jornada do paciente. 

18. Prescrição de receitas digitais

O receituário digital é uma forma de enviar receitas aos pacientes à distância. Elas costumam ser em formato PDF e geralmente são enviadas por SMS, Whatsapp ou e-mail. Quem utiliza medicamentos de uso contínuo e, eventualmente precisa de novas receitas para compra, entende a facilidade em receber a prescrição sem precisar sair de casa e ir até o consultório médico apenas para buscá-la.

O receituário digital já vinha sendo desenvolvido antes da pandemia da Covid-19, mas foi acelerado por ela. Todo médico pode oferecer receitas digitais a seus pacientes, desde que use algum meio eletrônico e possua assinatura digital válida e certificada por autoridades certificadoras, como o ICP-Brasil. 

A prescrição eletrônica com assinatura digital é diferente da prescrição digitalizada (cópia digitalizada de uma receita emitida manualmente). Para a compra de medicamentos restritos, como antibióticos, por exemplo, não basta ter uma receita digitalizada, é necessário ter uma receita com assinatura digital. 

19. Impressão 3D

A impressão 3D possui diversas aplicações na medicina. Duas das mais conhecidas são a fabricação de órgãos para transplantes e a produção de próteses. Essa tecnologia vem sendo bastante utilizada e sua aplicação tende a crescer cada vez mais. 

20. Regulamentação e precificação

No Brasil, é quase inexistente a presença de procedimentos e consultas de telemedicina nas tabelas de honorários. Muitos serviços prestados hoje pelos médicos não são cobrados. Questionados sobre esse tema na Pesquisa Conectividade e Saúde Digital na Vida do Médico Brasileiro, 63% dos profissionais responderam não cobrar por atendimentos e interações feitas com os pacientes além do consultório, com ferramentas como Whatsapp, e-mail ou telefone. Outros 23% disseram não saber como cobrar. 

Mas, na medida que a telemedicina avança, especialmente acelerada pela pandemia em 2020, essas questões entram na pauta de discussão dos médicos, e devem fazer parte do rol de definições e orientações dos órgãos competentes, como o Conselho Federal de Medicina. 

21. Educação à distância

A telemedicina também pode se beneficiar da educação à distância, ou tele-educação, e essa é uma tendência cada vez mais forte. Essa modalidade permite a capacitação de profissionais em distintas áreas e para a própria utilização da tecnologia, já que uma das dificuldades da expansão da telemedicina no Brasil hoje, segundo o professor Dr. Renato Marcos Endrizzi Sabbatini, é a quantidade de médicos com conhecimento para realizar serviços à distância. 

 

Diante desse cenário de tendências para 2021, é inegável a necessidade de clínicas e hospitais de investir em tecnologia para atender melhor seus pacientes. É essencial também escolher parceiros e fornecedores de confiança, para evitar problemas técnicos e legais como as questões de segurança de dados que citamos, relacionadas à LGPD. 

Utilizar tecnologia de ponta oferecida por uma empresa reconhecida no mercado por sua excelência, como é o caso da Portal Telemedicina, é a opção mais indicada para quem quer acompanhar as tendências. Para conhecer mais sobre nosso trabalho e como podemos ajudar seu hospital ou clínica, confira nossa página de Soluções