Como a saúde digital pode impulsionar a carreira do profissional de enfermagem

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a saúde digital e a carreira do profissional de enfermagem

A pandemia de covid-19 acelerou a digitalização das rotinas de trabalho e a prestação de serviços de forma remota em diversas áreas. Com a saúde não foi diferente. Procedimentos e técnicas — que já existiam anteriormente — passaram então por mais regulamentações, aprimoramento e ampla adesão por parte de médicos, enfermeiros, terapeutas e pacientes. Nesse cenário, qual a perspectiva para a carreira do profissional de enfermagem?

Neste artigo você vai entender o que é a saúde digital, quais os desafios para o profissional de enfermagem dentro desse ecossistema em constante desenvolvimento e como os avanços tecnológicos podem impulsionar a carreira.

Qual o futuro da carreira do profissional de enfermagem?

Dentro de um cenário cada vez mais digital, a carreira do profissional de enfermagem é mais uma das atividades que passa por frequente atualização, reflexão e adequação às novas tecnologias.

As atribuições e competências crescem em número e são mais diversas. No entanto, enfermeiros e técnicos também ganham apoio da tecnologia com ferramentas como o prontuário eletrônico e sistemas de gestão que, uma vez assimiladas, permitem uma rotina de trabalho mais eficiente e otimizada. 

No Brasil, a discussão legal também busca acompanhar os avanços. Em março de 2020, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) aprovou a Resolução 634, que autorizou formalmente as consultas à distância enquanto se estender a pandemia da covid-19. 

Em agosto de 2021, o Cofen abriu uma consulta pública sobre a atuação dos enfermeiros na área, com objetivo de normatizar e dar autorização para processos como teleatendimento, teleconsulta, telemonitoramento e teleconsultoria. 

De acordo com o Conselho, “a proposta é que a consulta de enfermagem mediada por Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) aconteça de forma sincrônica, com base na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), utilizando plataforma segura. A consulta poderá gerar a prescrição de medicamentos, solicitação de exames e encaminhamentos, desde que previstos em protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, ou outras normativas técnicas estabelecidas no âmbito do SUS, bem como na saúde suplementar e privada”.

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Qualificação e diferenciação 

Mesmo com o crescimento exponencial da tecnologia aplicada na área da saúde, alguns desafios se colocam no caminho da garantia de acesso universal à saúde digital. Regulamentação lenta, baixo investimento e gestão de uma mudança cultural são alguns deles.

Mas para além destes obstáculos, a escassez de profissionais qualificados representa tanto um desafio para o avanço do campo quanto uma oportunidade para alavancar a carreira do profissional de enfermagem. Ou seja, o mercado de saúde está em transformação e usando a tecnologia para melhorar os seus resultados e precisará de profissionais capacitados e treinados não só para operar essas ferramentas, mas para serem gestores dessas mudanças em clínicas.

Nesse cenário, os técnicos e enfermeiros que estiverem preparados se destacarão.  

Unidades de saúde que optam por investir em soluções de saúde digital contam com um forte diferencial entre seus concorrentes. Na mesma lógica, profissionais devidamente capacitados nos processos de telemedicina se garantem como indivíduos distintos em um mercado em rápida ascensão.

Algumas empresas, como a Portal Telemedicina, oferecem treinamentos em conjunto com suas soluções, garantindo a capacitação da equipe em todos os procedimentos que envolvem a telemedicina, desde a realização de exames até o uso de sistemas.

Empoderamento do profissional de enfermagem

Outro destaque importante é que as tecnologias empoderam técnicos e enfermeiros. Hoje, por exemplo, o mercado tem soluções de telemedicina com inteligência artificial para detecção de alterações em exames de eletrocadiograma. Isso possibilita que o médico cardiologista emita um laudo em até cinco minutos e entre em contato com o técnico ou enfermeiro que está realizando o exame em casos de emergência.

Se for detectado que o paciente precisa de alguma intervenção rápida por estar correndo risco de vida, o médico contata o profissional de enfermagem por videoconferência e orienta a conduta para que ele estabilize o paciente e o encaminhe para atendimento.

Esse tipo de solução já está sendo aplicada em unidades básicas de saúde de algumas cidades de São Paulo. É um exemplo claro de empoderamento dos profissionais de enfermagem na realização de ações que impactam na vida do paciente já na atenção primária.

Veja aqui um exemplo de como isso tem sido feito na cidade de Tarumã.

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O que é saúde digital?

Digitalizar o fluxo de informações substituindo o papel pelo computador é importante e torna a rotina de enfermeiros, técnicos e auxiliares muito mais eficiente, mas a saúde digital não se trata apenas disso.

Todo uso de recursos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) pode ser compreendido como um processo inserido no conceito de saúde digital: teleconsultas, laudos à distância, prontuário eletrônico, integração de sistemas das unidades de saúde, automonitoramento dos pacientes, entre inúmeras outras aplicações. 

Além disso, a ideia de saúde digital passa por uma nova abordagem na forma em que olhamos para os problemas globais e como vamos enfrentá-los.

A Organização Mundial da Saúde define a saúde digital (eHealth) desde 2005 como “o uso seguro e com custo-benefício positivo das TICs no suporte à saúde e campos relacionados, incluindo prestação de serviços, vigilância, literatura, educação, conhecimento e pesquisa na área”.

Para a organização, existem evidências claras do impacto que a saúde digital tem em todo o mundo e de como ela está tornando os sistemas de saúde mais eficientes, sustentáveis e responsivos às necessidades e expectativas das pessoas.

Objetivos da OMS na promoção da saúde digital

Ainda que a inovação digital avance em larga escala, as aplicações de soluções digitais na medicina e na melhoria da atenção à saúde possuem um amplo caminho a ser explorado.

Segundo o último levantamento do Observatório Global de eHealth, em 2016 apenas 58% dos países membros afirmavam ter algum tipo de estratégia vigente no âmbito da saúde digital — cenário que deve mudar após a pandemia da covid-19.

Visando promover e escalar globalmente as soluções de saúde digital, a OMS desenvolveu uma estratégia global para o período de 2020 a 2025 que inclui três objetivos chave:

  • Traduzir dados, pesquisas e evidências em ações. Ou seja, promover padrões de interoperabilidade e compartilhamento de dados para implementar soluções digitais que contribuam com a tomada de decisões baseada em informações.
  • Aprimorar o conhecimento por meio de comunidades científicas conectadas pelas novas tecnologias, superando as limitações de encontros físicos e publicações em revistas.
  • Identificar e avaliar as necessidades de países conectando essas demandas às ofertas de inovação de forma proativa e sistemática.

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Quais os benefícios trazidos pela saúde digital?

As vantagens de um sistema de saúde que incorpora soluções digitais são muitas. Entre elas, podemos citar a praticidade tanto para médicos e enfermeiros quanto para pacientes. O conforto e a economia de tempo de uma teleconsulta, por exemplo, surgem como um recurso cômodo para um cotidiano cada vez mais acelerado. 

Outro benefício significativo está na integração de sistemas e automatização de tarefas. Integrar equipamentos e softwares de uma unidade de saúde significa uma série de avanços: redução de custos, melhoria do serviço prestado e mais agilidade, redução das taxas de reconvocação de paciente, melhor comunicação com operadoras de planos de saúde, diminuição de erro humano e de material físico de arquivo.

Além disso, o suporte que a tecnologia pode oferecer às decisões médicas vem como uma verdadeira revolução para a medicina. Soluções que contam com Inteligência Artificial, como é o caso da Portal Telemedicina, permitem um diagnóstico muito mais rápido, seguro e preciso.

Hoje o mercado já conta com soluções baseadas em IA e Big Data que são capazes, por exemplo, de realizar uma triagem de exames urgentes e auxiliar o médico na identificação de câncer e outras doenças — como a covid-19 — nesses exames.

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