Medicina do Trabalho

Sinistralidade no plano de saúde: como as empresas podem ajudar a reduzir o índice

8 min. de leitura

duas pessoas de RH calculando a sinistralidade no plano de saúde

Gestores de Recursos Humanos devem estar atentos aos índices de sinistralidade no plano de saúde dos colaboradores. A elevação desse indicador pode representa um aumento dos custos para a empresa.

Neste artigo, vamos abordar o tema, entender como é feito o cálculo e ver como a empresa pode impactar no índice. Também falaremos sobre ações preventivas, como o acompanhamento por telemedicina, podem auxiliar na redução da sinistralidade. Boa leitura!

O que é sinistralidade no plano de saúde

Vamos começar desdobrando um pouco o conceito de sinistralidade no plano de saúde. Esse é o termo utilizado para designar a relação entre o custo gerado cada vez que o colaborador utiliza o plano de saúde e o valor que é pago pela empresa à operadora de saúde para cada procedimento, de acordo com o estabelecido em contrato.

Cabe ao gestor de RH fazer o cálculo entre o acionamento do sinistro e o prêmio pago pela empresa para a operadora. Com esse cálculo é possível avaliar se os valores do plano compensam custos do uso do convênio, que poderiam ser reduzidos com ações preventivas.

Em suma, esse cálculo possibilita à empresa observar se ela está gastando mais do que está pagando pelo plano de saúde dos seus colaboradores e se os valores do contrato valem a pena. 

Como é feito o cálculo do índice

A fórmula para se fazer o cálculo da sinistralidade é bem simples (sinistro/prêmio) x 100. Sendo que o sinistro é o valor das despesas do procedimento médico e o prêmio é o que a empresa paga à operadora do plano de saúde.

Vamos simular com um exemplo para ficar mais claro. Se a empresa pagou R$ 120 mil em prêmio e os colaboradores gastaram R$ 180 mil em sinistros, a taxa de sinistralidade será: (180.000/120.000) x 100 = 150%. Neste caso, já uma perda de 50%.

Impacto da elevação do índice na sua empresa

O aumento do índice de sinistralidade pode impactar o reajuste do contrato das empresas com a operadora do plano de saúde dos seus colaboradores. Essa ocorrência pode, até mesmo, inviabilizar o prosseguimento da cobertura.

Ao contratar um plano de saúde para seus colaboradores, a empresa faz uma previsão de quanto pretende gastar e acerta a taxa com a operadora. Ou seja, estabelece o percentual do uso total de sinistros e paga o valor estabelecido para o período de contrato.

Quanto menor for a taxa de sinistralidade, mais baixo é o custo. Porém, se o índice aumenta além do que foi previsto, os custos se elevam rapidamente. O reflexo aparece em despesas que não estavam no planejamento e um aumento do prêmio na renovação do contrato.

Como reduzir a taxa de sinistralidade no plano de saúde

Para empresas, é essencial trabalhar no sentido de reduzir a taxa de sinistralidade o máximo possível. E isso pode ser feito com ações preventivas. Alguns dos pontos que podem ser trabalhados é o incentivo a realização de check-ups e exames periódicos e oferecer programas de saúde laboral.

Para tanto, é fundamental que os gestores de RH realizem campanhas de prevenção e conscientização quanto aos principais problemas relacionados ao trabalho. Estimular a prática de programas de qualidade de vida, como o incentivo aos exercícios laborais e outras atividades físicas, é uma boa atitude.

Outras estratégias interessantes são as campanhas de vacinação e ações para prevenção de doenças como diabetes e hipertensão. O monitoramento das condições de saúde dos colaboradores pode ajudar a empresa a identificar, com antecipação, a incidência de doenças crônicas, cujos efeitos podem ser mitigados ou mesmo controlados com o auxílio de medicamentos.

Além de ter um reflexo na gestão financeira e administrativa da empresa, o cuidado com a saúde do trabalhador também é essencial para manter um ambiente de trabalho saudável. Oferecer programas e benefícios nesse sentido tornam empresas mais atrativas e competitivas.

Doenças mais comuns relacionadas ao trabalho

Antes de sabermos quais são essas doenças, é bom diferenciar o que seja doença ocupacional e doença do trabalho. A doença ocupacional é aquela relacionada ao trabalho em si, às peculiaridades da atividade exercida. Já a doença do trabalho diz respeito às condições do ambiente de trabalho.

De acordo com o estudo feito em 2018 pelo Ministério da Saúde, o Saúde Brasil, as doenças ocupacionais que mais acometem os trabalhadores no país são as LER (Lesões por Esforços Repetitivos) e os DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho).

Essas são enfermidades que afetam, geralmente, os membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, braços e ombros) quando são exigidos por tarefas contínuas e repetitivas. Tendinites, tenossinovites, bursites e compressões de nervos são as mais comuns.

Os casos de doenças do trabalho que mais levam as pessoas a procurarem assistência médica são as doenças psicossociais, dermatoses, doenças da visão, surdez temporária ou permanente, doenças pulmonares e asma. Em sua maioria, derivadas de um ambiente não muito saudável no trabalho.

Telemedicina e a redução do índice de sinistralidade

A telemedicina pode ser uma maneira eficaz de redução da sinistralidade para as empresas, principalmente o uso de ferramentas que melhoram o acesso a atendimento médico e agilizam diagnósticos.

A agilidade e o aumento do número de atendimentos, a otimização do tempo tanto de médicos quanto de pacientes e a redução dos custos com assistência médica são algumas das vantagens da telemedicina preventiva.

Através de ferramentas online, empresas podem, por exemplo, oferecer aos seus colaboradores consulta rápida e acessível 24 horas, 7 dias da semana. Saiba mais sobre essa modalidade neste outro artigo aqui.

Conheça o SOS Portal: solução de teleconsulta para empresas

Uma solução de telemedicina como o SOS Portal pode fazer a diferença para a sua empresa e para os seus colaboradores. Disponível via aplicativo e web, a ferramenta permite atendimento médico a distância para pacientes em todos os estados brasileiros.

São mais de 5 mil médicos de diferentes especialidades atendendo online via chat ou vídeo através de uma plataforma segura e dentro das normas da LGPD.

Um diferencial interessante é que o SOS Portal permite medição de sinais vitais pela tela do celular, o que ajuda no monitoramento de pacientes.  Se você for gestor de Recursos Humanos e quiser saber mais sobre como implementar o SOS Portal na sua empresa, fale com um dos nossos consultores neste link.

Cristiane Cordioli

Editora e redatora de textos por 18 anos, passou por várias áreas, inclusive tecnologia e saúde. Além disso, é sócia fundadora de uma startup pensada para melhorar a produção de textos com o uso de Inteligência Artificial.

Conteúdos recentes

Médico coordenador do PCMSO na era da telemedicina: papel, regras e limites

Resposta rápida: O médico coordenador do PCMSO — formalmente denominado pela NR-7 como médico do…

20 de agosto de 2026

NR-35 atualizada em 2026: o que mudou, quem precisa cumprir e regras de saúde ocupacional

Resposta rápida: A NR-35 (Trabalho em Altura) é a Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho…

19 de agosto de 2026

NR 10 atualizada em 2026: o que muda e como adequar sua empresa

A NR 10 (Norma Regulamentadora nº 10) foi oficialmente atualizada pela Portaria MTE nº 737,…

18 de agosto de 2026

Escala de coma de Glasgow: o que é, como calcular e o que significam os pontos

A Escala de coma de Glasgow (ECG ou GCS, do inglês Glasgow Coma Scale) é…

17 de agosto de 2026

Portal Telemedicina inicia operação do Programa de Saúde Digital de São Paulo em 15 de agosto

A Portal Telemedicina, líder do Consórcio Health Max, inicia neste dia 15 de agosto de…

15 de agosto de 2026

CID F32: o que significa episódio depressivo, sintomas, tratamento e afastamento

O CID F32 é o código da Classificação Internacional de Doenças (CID-10) utilizado para diagnosticar…

14 de agosto de 2026