
Na saúde ocupacional, entender a diferença entre acidente e incidente não é detalhe semântico é o que define o que registrar, como agir, quem acionar e como evitar que um “quase erro” vire um evento grave. Em ambientes de saúde, onde coexistem riscos físicos, biológicos, químicos, ergonômicos e psicossociais, essa distinção é decisiva para proteger trabalhadores, pacientes e a própria instituição.
Essa definição simples é a base para decisões rápidas e consistentes na rotina.
Use este “critério de bolso” com a equipe:
Teve lesão, dor persistente, necessidade de atendimento, profilaxia, restrição ou afastamento?
→ Trate como acidente.
Não houve dano, mas “por pouco” algo sério não aconteceu?
→ É incidente e deve ser registrado.
Registrar incidentes não é burocracia: é prevenção baseada em evidência.
Organizações maduras registram muitos incidentes e poucos acidentes graves. Onde ninguém registra incidente, o sistema aprende apenas quando alguém se machuca.
| Critério | Acidente | Incidente (quase acidente) |
|---|---|---|
| Houve dano ao trabalhador? | Sim. Lesão, adoecimento, afastamento ou necessidade de atendimento | Não. Nenhum dano, mas havia risco real |
| Exemplo comum na saúde | Perfurocortante com exposição biológica | Agulha cai próxima ao pé, sem perfuração |
| Impacto imediato | Clínico, legal, trabalhista e operacional | Preventivo e organizacional |
| Registro é obrigatório? | Sim, com investigação formal | Sim, preferencialmente simples e rápido |
| Gera CAT? | Em muitos casos, sim (conforme legislação e protocolo) | Não, via de regra |
| Foco da investigação | Assistência, causa-raiz e prevenção de recorrência | Identificar falhas de barreira antes do dano |
| Custo médio para a instituição | Alto (afastamento, passivo, substituição, clima) | Baixo (ajustes rápidos de processo) |
| Valor para prevenção | Reativo (aprendizado após o dano) | Proativo (aprendizado antes do dano) |
| Organizações maduras | Buscam reduzir drasticamente | Incentivam o registro em grande volume |
Para a gestão, incidente é matéria-prima de prevenção. Quando não é capturado, a instituição só descobre falhas após o dano e aí os custos se multiplicam: afastamentos, passivos trabalhistas, queda de produtividade, clima organizacional ruim e risco assistencial.
Se for acidente:
Se for incidente:
Investigar bem não é buscar culpados, e sim corrigir o sistema.
Perguntas que funcionam:
Ferramentas simples e aceitas pela equipe:
Toda investigação deve gerar um plano com responsável, prazo e indicador.
Se incidentes aumentam no início, é sinal de melhor vigilância, não de piora.
Soluções digitais tornam a prevenção mais eficaz:
A diferença entre acidente e incidente não serve para rotular eventos, mas para agir melhor e mais cedo. Acidentes machucam pessoas; incidentes revelam falhas do sistema. Instituições que aprendem com incidentes evitam acidentes, protegem seus profissionais e fortalecem sua cultura de segurança.
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