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Testosterona: o que é, para que serve, sintomas de baixa e como diagnosticar corretamente

8 min. de leitura

médica em consultório com paciente idoso

A testosterona é um hormônio essencial para a saúde metabólica, sexual, óssea e muscular de homens e mulheres. Alterações em seus níveis podem impactar desde a libido e a fertilidade até energia, humor e composição corporal. No entanto, testosterona baixa não é diagnosticada apenas por sintomas ou por um único exame exige avaliação médica criteriosa, exames bem indicados e interpretação adequada do contexto clínico.

Neste artigo, você vai entender o que é testosterona, para que ela serve, quais são os sintomas de deficiência, como é feito o diagnóstico correto e quando considerar tratamento, com uma abordagem segura, atualizada e alinhada à prática clínica.

O que é testosterona

A testosterona é o principal hormônio androgênico do organismo. Embora seja mais abundante nos homens, também está presente e exerce funções importantes nas mulheres, em concentrações menores.

Ela é produzida principalmente:

  • Nos testículos, nos homens
  • Nos ovários e glândulas adrenais, nas mulheres

Sua produção é regulada pelo eixo hipotálamo–hipófise–gônadas, um sistema hormonal sensível a fatores como idade, sono, doenças crônicas, estresse e composição corporal.

Para que serve a testosterona no corpo

A testosterona atua em múltiplos sistemas do organismo, o que explica por que sua deficiência pode gerar sintomas variados e inespecíficos.

Principais funções da testosterona

  • Função sexual: libido, resposta sexual e bem-estar sexual
  • Composição corporal: manutenção de massa muscular, força e influência na distribuição de gordura
  • Saúde óssea: contribuição para a densidade mineral óssea
  • Energia e cognição: relação com disposição, motivação e concentração (não exclusiva do hormônio)
  • Fertilidade masculina: papel essencial na produção de espermatozoides, em conjunto com outros hormônios

Na prática clínica, a testosterona só deve ser investigada quando há sintomas consistentes associados ao contexto clínico, evitando exames isolados sem indicação.

Testosterona baixa: o que realmente significa

“Testosterona baixa” não é um diagnóstico baseado apenas em um número. O termo costuma se referir a uma situação em que:

  • Os níveis hormonais estão abaixo do esperado em exames repetidos,
  • A coleta foi feita em condições adequadas,
  • E existem sintomas compatíveis, avaliados por um médico.

Variações naturais ao longo do dia, interferências laboratoriais e fatores clínicos podem alterar resultados, o que reforça a importância da interpretação médica.

Sintomas de testosterona baixa

Os sintomas variam entre indivíduos e podem ter outras causas, como distúrbios do sono, estresse, depressão, uso de medicamentos ou doenças crônicas. Ainda assim, alguns sinais são frequentemente associados.

Sintomas sexuais (mais comuns em homens)

  • Diminuição da libido
  • Disfunção erétil ou piora do desempenho sexual

Sintomas físicos e metabólicos

  • Cansaço persistente e queda de energia
  • Redução de massa muscular e força
  • Aumento de gordura corporal ou dificuldade em manter composição corporal

Sintomas emocionais e cognitivos

  • Desânimo, piora do bem-estar geral
  • Dificuldade de concentração

Quando esses sintomas são intensos, progressivos ou associados a infertilidade, puberdade atrasada ou osteoporose precoce, a avaliação médica deve ser antecipada.

Testosterona em mulheres: o que muda?

Nas mulheres, a testosterona também desempenha papel relevante, especialmente em:

  • Libido e bem-estar sexual
  • Massa muscular
  • Saúde óssea

Níveis muito baixos podem estar associados a fadiga, queda de desejo sexual e piora da qualidade de vida, enquanto níveis elevados podem causar acne, irregularidade menstrual e hirsutismo. A interpretação deve ser ainda mais cuidadosa, pois os valores de referência são diferentes dos masculinos.

O que pode causar testosterona baixa

As causas variam conforme idade, histórico clínico e achados laboratoriais. De forma geral, são classificadas em:

  • Primárias (testiculares): quando o problema está diretamente no testículo
  • Secundárias (hipotálamo ou hipófise): quando há falha no estímulo hormonal
  • Funcionais ou associadas a condições clínicas: obesidade, doenças crônicas, uso de medicamentos e fatores metabólicos

Diferenciar essas categorias é essencial, pois impacta diretamente na conduta e nos riscos do tratamento.

Como diagnosticar testosterona baixa corretamente

O diagnóstico adequado envolve três pilares fundamentais.

1. Avaliação clínica

Durante a consulta, o médico avalia:

  • Sintomas e impacto funcional
  • Histórico de doenças, medicamentos, sono e hábitos
  • Necessidade de exames complementares

2. Exame de testosterona: horário e repetição

A testosterona apresenta variação diária. Por isso:

  • A coleta costuma ser recomendada pela manhã, preferencialmente em jejum
  • Resultados baixos devem ser confirmados com uma segunda dosagem

3. Testosterona total, livre e SHBG: como interpretar

Parte da testosterona circula ligada a proteínas, principalmente a SHBG. Alterações nessa globulina podem mascarar resultados.

Na prática, o médico pode solicitar:

  • Testosterona total como primeiro exame
  • SHBG e estimativa de testosterona livre quando o resultado é limítrofe
  • Testosterona livre, com método adequado, em situações específicas

Valores de referência e exames mais solicitados

Na prática clínica, estes são os principais exames usados na avaliação da testosterona:

Exame Quando solicitar Valores de referência (homens adultos) Observação
Testosterona total Suspeita inicial 300–1000 ng/dL Repetir se <300
Testosterona livre Total limítrofe + sintomas 5–21 ng/dL Preferir método por diálise
SHBG Obesidade, DM ou total normal 10–50 nmol/L Ajuda a estimar fração bioativa
LH / FSH Diferenciar causa primária ou secundária Avalia eixo hormonal

Quando procurar endocrinologista ou urologista

A avaliação especializada é indicada quando há:

  • Sintomas persistentes compatíveis com deficiência hormonal
  • Testosterona repetidamente baixa em exames adequados
  • Dúvidas na interpretação entre total, livre e SHBG
  • Planejamento reprodutivo antes de qualquer tratamento

TRT (reposição de testosterona): riscos e acompanhamento

A terapia de reposição de testosterona (TRT) pode ser indicada em casos selecionados, após diagnóstico confirmado e exclusão de contraindicações.

É fundamental entender que:

  • TRT não é solução universal para cansaço ou baixa libido
  • Exige monitorização regular (hematócrito, PSA, perfil lipídico, entre outros)
  • Uso sem indicação e sem acompanhamento aumenta riscos e frustrações terapêuticas

Telemedicina e linha de cuidado hormonal

Com o crescimento da demanda por investigação hormonal, a telemedicina permite:

  • Triagem inicial estruturada
  • Solicitação e integração de exames
  • Interpretação clínica com agilidade
  • Acompanhamento longitudinal seguro

Plataformas integradas, como as da Portal Telemedicina, automatizam fluxos, reduzem tempo de espera e entregam laudos rápidos, inclusive em contextos de urgência.

Em resumo: o que você precisa saber sobre testosterona

  • Testosterona é um hormônio essencial em homens e mulheres
  • Testosterona baixa exige sintomas + exames bem feitos + avaliação médica
  • Um número isolado não define diagnóstico
  • Tratamento só deve ser iniciado após investigação adequada
  • Tecnologia e telemedicina ampliam acesso e segurança no cuidado

Conclusão

A testosterona tem impacto direto na qualidade de vida, mas seu cuidado exige responsabilidade clínica, interpretação adequada e acompanhamento contínuo. Evitar diagnósticos simplistas e tratamentos sem critério é parte fundamental de uma medicina segura e baseada em evidências. Com processos bem estruturados e apoio da tecnologia, é possível investigar, diagnosticar e acompanhar alterações hormonais de forma eficiente, ética e centrada no paciente.

Redação

Redação é o time de especialistas em conteúdo da Portal Telemedicina, responsável por criar e compartilhar informações atualizadas e relevantes sobre tecnologia em saúde, telemedicina e inovações no setor.

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