
A testosterona é um hormônio essencial para a saúde metabólica, sexual, óssea e muscular de homens e mulheres. Alterações em seus níveis podem impactar desde a libido e a fertilidade até energia, humor e composição corporal. No entanto, testosterona baixa não é diagnosticada apenas por sintomas ou por um único exame exige avaliação médica criteriosa, exames bem indicados e interpretação adequada do contexto clínico.
Neste artigo, você vai entender o que é testosterona, para que ela serve, quais são os sintomas de deficiência, como é feito o diagnóstico correto e quando considerar tratamento, com uma abordagem segura, atualizada e alinhada à prática clínica.
A testosterona é o principal hormônio androgênico do organismo. Embora seja mais abundante nos homens, também está presente e exerce funções importantes nas mulheres, em concentrações menores.
Ela é produzida principalmente:
Sua produção é regulada pelo eixo hipotálamo–hipófise–gônadas, um sistema hormonal sensível a fatores como idade, sono, doenças crônicas, estresse e composição corporal.
A testosterona atua em múltiplos sistemas do organismo, o que explica por que sua deficiência pode gerar sintomas variados e inespecíficos.
Na prática clínica, a testosterona só deve ser investigada quando há sintomas consistentes associados ao contexto clínico, evitando exames isolados sem indicação.
“Testosterona baixa” não é um diagnóstico baseado apenas em um número. O termo costuma se referir a uma situação em que:
Variações naturais ao longo do dia, interferências laboratoriais e fatores clínicos podem alterar resultados, o que reforça a importância da interpretação médica.
Os sintomas variam entre indivíduos e podem ter outras causas, como distúrbios do sono, estresse, depressão, uso de medicamentos ou doenças crônicas. Ainda assim, alguns sinais são frequentemente associados.
Quando esses sintomas são intensos, progressivos ou associados a infertilidade, puberdade atrasada ou osteoporose precoce, a avaliação médica deve ser antecipada.
Nas mulheres, a testosterona também desempenha papel relevante, especialmente em:
Níveis muito baixos podem estar associados a fadiga, queda de desejo sexual e piora da qualidade de vida, enquanto níveis elevados podem causar acne, irregularidade menstrual e hirsutismo. A interpretação deve ser ainda mais cuidadosa, pois os valores de referência são diferentes dos masculinos.
As causas variam conforme idade, histórico clínico e achados laboratoriais. De forma geral, são classificadas em:
Diferenciar essas categorias é essencial, pois impacta diretamente na conduta e nos riscos do tratamento.
O diagnóstico adequado envolve três pilares fundamentais.
Durante a consulta, o médico avalia:
A testosterona apresenta variação diária. Por isso:
Parte da testosterona circula ligada a proteínas, principalmente a SHBG. Alterações nessa globulina podem mascarar resultados.
Na prática, o médico pode solicitar:
Na prática clínica, estes são os principais exames usados na avaliação da testosterona:
| Exame | Quando solicitar | Valores de referência (homens adultos) | Observação |
| Testosterona total | Suspeita inicial | 300–1000 ng/dL | Repetir se <300 |
| Testosterona livre | Total limítrofe + sintomas | 5–21 ng/dL | Preferir método por diálise |
| SHBG | Obesidade, DM ou total normal | 10–50 nmol/L | Ajuda a estimar fração bioativa |
| LH / FSH | Diferenciar causa primária ou secundária | — | Avalia eixo hormonal |
A avaliação especializada é indicada quando há:
A terapia de reposição de testosterona (TRT) pode ser indicada em casos selecionados, após diagnóstico confirmado e exclusão de contraindicações.
É fundamental entender que:
Com o crescimento da demanda por investigação hormonal, a telemedicina permite:
Plataformas integradas, como as da Portal Telemedicina, automatizam fluxos, reduzem tempo de espera e entregam laudos rápidos, inclusive em contextos de urgência.
A testosterona tem impacto direto na qualidade de vida, mas seu cuidado exige responsabilidade clínica, interpretação adequada e acompanhamento contínuo. Evitar diagnósticos simplistas e tratamentos sem critério é parte fundamental de uma medicina segura e baseada em evidências. Com processos bem estruturados e apoio da tecnologia, é possível investigar, diagnosticar e acompanhar alterações hormonais de forma eficiente, ética e centrada no paciente.
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