Mapa de risco hospitalar: como fazer, cores, exemplos por setor e gestão eficiente
Atualizado em 19 de janeiro de 2026 por Redação

O mapa de risco hospitalar é uma ferramenta essencial para identificar, comunicar e gerenciar riscos ocupacionais em ambientes de saúde. Muito além de um quadro fixado na parede, ele apoia decisões estratégicas de segurança do trabalho, qualidade assistencial, conformidade legal e eficiência operacional, especialmente em clínicas e hospitais de médio e grande porte.
Quando bem estruturado e conectado a processos como PGR, GRO, CIPA e SESMT, o mapa de riscos deixa de ser apenas uma exigência normativa e se transforma em instrumento de gestão ativa.
O que é mapa de risco hospitalar (definição direta)
Mapa de risco hospitalar é a representação gráfica dos riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes existentes em cada setor do hospital, utilizando cores para identificar o tipo de risco e o tamanho dos círculos para indicar sua intensidade, com o objetivo de apoiar a prevenção, o treinamento das equipes e a gestão da segurança do trabalho.
Essa visualização facilita a compreensão rápida dos perigos presentes no ambiente e orienta ações corretivas e preventivas.
Por que o mapa de risco hospitalar é estratégico para gestores (B2B)
Para gestores de clínicas, hospitais e redes de saúde, o mapa de riscos cumpre funções que vão além do cumprimento normativo:
- Organiza a identificação de perigos por setor e processo
- Facilita a comunicação de riscos com equipes multiprofissionais
- Apoia a priorização de investimentos em segurança e ergonomia
- Alimenta o PGR e o GRO com informações do trabalho real
- Reduz acidentes, afastamentos e passivos trabalhistas
- Melhora indicadores de SST, qualidade e desempenho operacional
Em estruturas complexas, como hospitais, essa visão integrada é decisiva.
Mapa de risco hospitalar, CIPA, PGR e GRO: como tudo se conecta
O mapa de riscos não existe isoladamente. Ele se conecta diretamente aos principais instrumentos de gestão de SST:
- CIPA (NR-5): acompanha a identificação de perigos e participa da elaboração e divulgação do mapa
- PGR e GRO (NR-01): utilizam o mapa como ferramenta visual de apoio ao inventário de riscos e ao plano de ação
- SESMT: fornece suporte técnico para análise, validação e definição de medidas de controle
Na prática, o mapa não substitui o PGR, mas alimenta e fortalece sua construção e atualização contínua.
Cores do mapa de risco hospitalar (padrão mais utilizado)
Embora existam variações, o padrão mais difundido no Brasil utiliza:
|
Cor |
Tipo de risco | Exemplos comuns em hospitais |
| Verde | Físicos |
Ruído, calor, frio, radiações, umidade |
|
Vermelho |
Químicos | Desinfetantes, gases, vapores, esterilizantes |
| Marrom | Biológicos |
Sangue, secreções, aerossóis, material contaminado |
|
Amarelo |
Ergonômicos | Postura inadequada, esforço físico, repetitividade |
| Azul | Acidentes |
Perfurocortantes, quedas, choques elétricos |
Além da cor, o tamanho do círculo indica a intensidade ou gravidade do risco.
Como fazer um mapa de risco hospitalar que realmente funcione
1. Defina escopo e governança
Envolva CIPA, SESMT e liderança do setor. Determine quais áreas serão mapeadas, incluindo setores assistenciais, técnicos e administrativos.
2. Analise o layout e o trabalho real
Utilize a planta da unidade, mas observe como o trabalho acontece de fato: fluxos, horários críticos, improvisos e picos de demanda.
3. Identifique os perigos com base em evidências
Combine observação em campo, conversas com trabalhadores e dados históricos (acidentes, afastamentos, queixas).
4. Classifique riscos por tipo e intensidade
Aplique cores conforme a categoria e defina critérios claros para o tamanho dos círculos.
5. Valide com a equipe do setor
Essa etapa evita mapas “bonitos e inúteis” e aumenta a adesão das equipes às medidas propostas.
6. Transforme o mapa em plano de ação
Cada risco relevante deve gerar:
- Medida de controle
- Responsável
- Prazo
- Evidência de conclusão
- Indicador de acompanhamento
7. Treine, comunique e revise periodicamente
O mapa deve ser atualizado sempre que houver mudanças de processo, estrutura, equipamentos ou eventos relevantes.
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Exemplos de riscos por setor hospitalar
Pronto atendimento e enfermarias
- Biológicos: aerossóis e contato com secreções
- Acidentes: perfurocortantes e quedas
- Ergonômicos: movimentação de pacientes em alta demanda
Centro cirúrgico e CME
- Biológicos: material contaminado
- Químicos: agentes de limpeza e esterilização
- Acidentes: cortes, queimaduras e choques elétricos
Laboratório e coleta
- Biológicos: sangue e fluidos
- Químicos: reagentes
- Acidentes: agulhas e materiais perfurocortantes
Radiologia e diagnóstico por imagem
- Físicos: radiações (quando aplicável)
- Acidentes: transporte de pacientes e equipamentos
O que NÃO é mapa de risco hospitalar
- Não é apenas um quadro decorativo na parede
- Não substitui o PGR ou avaliações técnicas
- Não é documento estático
- Não pode ignorar riscos organizacionais e ergonômicos
Quando tratado dessa forma, perde seu valor preventivo e gerencial.
Erros comuns ao elaborar mapa de riscos em hospitais
- Copiar modelos prontos sem observar o trabalho real
- Não validar com as equipes do setor
- Não vincular riscos a um plano de ação
- Não revisar após mudanças operacionais
- Tratar o tema como responsabilidade exclusiva da CIPA
Evitar esses erros é fundamental para gerar impacto real.
Do papel à gestão: mapa de risco hospitalar digital
Para redes hospitalares e clínicas com múltiplas unidades, evoluir para um mapa de riscos digital traz ganhos importantes:
- Versionamento e histórico de revisões
- Evidências anexas (fotos, checklists, POPs)
- Integração com treinamentos e planos de ação
- Facilidade para auditorias e padronização
Esse modelo fortalece a governança e a escalabilidade da gestão de riscos.
Conclusão
O mapa de risco hospitalar, quando bem estruturado, deixa de ser apenas uma exigência normativa e se torna uma poderosa ferramenta de gestão, prevenção e tomada de decisão. Para gestores de saúde, ele é peça-chave na construção de ambientes mais seguros, eficientes e alinhados às boas práticas de SST, qualidade e governança.




