
Em meio aos desafios enfrentados pelos sistemas de saúde, principalmente públicos, a teletriagem surge como uma solução promissora. Com a classificação remota é possível aprimorar a qualidade do atendimento e otimizar os recursos disponíveis.
O método pode agilizar o fluxo de atendimento, melhorando a experiência de profissionais e pacientes. A melhoria acontece pela redução nos tempos de espera em filas e pela assertividade no direcionamento do serviço médico.
Neste artigo, exploramos os benefícios da teletriagem e esclarecemos as principais dúvidas sobre o tema. Também destacamos um caso de sucesso sobre o uso da tecnologia para qualificar a atenção pública de saúde.
Você sabia que no Brasil há um município que conseguiu reduzir o número de mortes usando inteligência artificial para fazer teletriagem e, deste modo, emitir laudos de forma mais rápida? Siga a leitura para conhecer essa história!
A triagem de pacientes já é usada no sistema de saúde brasileiro há mais de 20 anos. Esse tempo foi suficiente para comprovar que o uso da classificação é essencial para oferecer melhor atendimento, principalmente, aos casos de urgência.
Um dos métodos de triagem mais adotados no mundo é o Protocolo de Manchester, que utiliza cores para classificar o risco. No Brasil, o modelo começou a ser aplicado no início dos anos 2000.
Quase duas décadas depois, o setor da saúde vive um momento de plena transformação através da tecnologia. A saúde 4.0 é uma realidade e já existem inúmeras ferramentas de inovação e automatização aplicadas ao setor.
Nesse contexto, a teletriagem é uma evolução da triagem convencional e pode agilizar ainda mais o processo de classificação, aumentando a eficiência no atendimento de casos mais graves.
O modelo propõe a triagem de forma remota usando plataformas online. Assim como o método convencional, na teletriagem o paciente é classificado seguindo os mesmos padrões do protocolo vigente.
A aplicação da teletriagem pode gerar diversos benefícios conforme o contexto do sistema de saúde. Os principais são a agilidade no atendimento com redução da espera em filas e a identificação rápida de casos urgentes que precisam de atenção imediata.
O método de classificação remota permite, por exemplo, que o profissional da saúde identifique casos em que o paciente pode ser atendido em casa, ajudando a reduzir a ocupação de urgências e emergências.
Por outro lado, quando há identificação de alto risco, o paciente pode ser encaminhado de forma rápida ao serviço especializado. A teletriagem é especialmente útil nessas situações de emergência, que normalmente possuem alta demanda e limitação de recursos.
Portanto, a classificação remota agiliza o fluxo de atendimento e prioriza os casos mais urgentes para que cada paciente receba a assistência adequada. Essa agilidade e assertividade, aumentam consideravelmente as chances de sucesso no atendimento.
O uso da telemedicina na triagem de pacientes segue a regulamentação regida pela Lei nº 13.989 de 2020. A sua prática também está sob os preceitos da Resolução 2.314 do Conselho Federal de Medicina (CFM), publicada em abril de 2022.
Ambos documentos reconhecem a necessidade de regulamentar a prática para garantir que os princípios éticos e as normas técnicas para exercer a medicina no país sejam obedecidos.
A teletriagem é uma das modalidades de teleatendimento prevista na resolução do CFM, assim como a teleconsulta, o telediagnóstico, a telecirurgia e outros tipos de atendimento.
Segundo o documento, “a teletriagem médica é o ato realizado por um médico, com avaliação dos sintomas do paciente, a distância, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição e direcionamento do paciente ao tipo adequado de assistência que necessita ou a um especialista”.
A resolução do CFM prevê ainda que na classificação remota o estabelecimento ou sistema de saúde deve prover e garantir o encaminhamento adequado dos pacientes que estão sob a sua responsabilidade.
Sendo assim, é importante ressaltar que os profissionais de saúde devem seguir as diretrizes clínicas adequadas ao realizar a triagem remota. Também é essencial adotar medidas que garantam a segurança e a privacidade das informações do paciente, seguindo as regras do Sigilo Médico.
Até aqui falamos sobre os benefícios da teletriagem e sua regulamentação no Brasil, agora queremos abordar o conceito de forma mais prática. Como adotar a classificação remota em um sistema de saúde?
Para ter sucesso na aplicação da telemedicina no processo de triagem é importante seguir pelo menos três princípios iniciais:
Vale ressaltar que a atenção remota não substitui a consulta médica presencial. A prática é um meio de avaliação preliminar, uma ferramenta que auxilia na triagem e direcionamento dos pacientes.
Essa prática ficou ainda mais popular no Brasil durante a pandemia de Covid-19, em que as unidades de pronto-atendimento estavam lotados e era arriscado para pacientes com situações leves de saúde ficarem na fila de espera se sujeitando ao risco de se contaminar com a doença. Através da teleconsulta com médicos e enfermeiros era possível direcionar ao atendimento presencial somente aqueles que realmente precisavam.
Vale ressaltar que a tecnologia da plataforma de teleconsulta da Portal Telemedicina permite que o profissional de saúde tenha acesso a aferição dos sinais vitais do paciente através da câmera do celular, o que facilita ainda mais esse processo.
É comum associar o uso da tecnologia na área da saúde ao setor privado. Entretanto, recursos como a teletriagem também podem ser viáveis para sistemas públicos e a cidade de Tarumã, no interior de São Paulo, conseguiu comprovar isso.
A teletriagem no município é feita com o uso de inteligência artificial para fazer triagem de casos urgentes detectados em exames de eletrocardiograma. O município foi pioneiro em usar telemedicina no setor público de saúde.
A tecnologia foi desenvolvida por meio de uma parceria entre Portal Telemedicina e I9Med.
O uso de telemedicina no atendimento de saúde de Tarumã agilizou o diagnóstico e a intervenção em casos graves. O resultado desta aplicação foi uma redução de 45% no número de mortes por infarto agudo de miocárdio em um ano de aplicação.
Outro benefício alcançado com a emissão de laudos de forma remota foi a redução de custos, com deslocamento de pacientes e outros recursos. Em 18 meses de execução do projeto, as despesas do município com cardiologia tiveram uma redução de 30%.
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