Riscos ergonômicos no trabalho: o que são, exemplos, impactos e como prevenir
Atualizado em 14 de janeiro de 2026 por Redação

Os riscos ergonômicos no trabalho estão entre as principais causas de adoecimento ocupacional no Brasil e vão muito além de cadeiras inadequadas ou levantamento de peso. Eles envolvem postura, esforço físico, repetitividade, organização do trabalho e fatores psicossociais, capazes de afetar a saúde física e mental dos trabalhadores e gerar impactos diretos na produtividade, nos custos e na conformidade legal das empresas.
Quando a gestão de riscos ergonômicos é integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), à NR-17 e a soluções digitais e de telemedicina ocupacional, a empresa fortalece a prevenção, reduz afastamentos e melhora seus indicadores de desempenho e saúde ocupacional.
Em resumo: o que são riscos ergonômicos no trabalho
Riscos ergonômicos no trabalho são fatores relacionados à inadequação entre as exigências das tarefas e as capacidades físicas, cognitivas e emocionais do trabalhador. Eles surgem quando o trabalho exige esforço excessivo, posturas inadequadas, repetitividade, ritmo intenso, jornadas prolongadas ou elevada pressão psicológica.
Esses riscos podem causar desde desconforto e fadiga até LER/DORT, transtornos mentais, absenteísmo, presenteísmo e passivos trabalhistas, sendo obrigatória sua gestão no contexto do PGR.
O que são riscos ergonômicos no trabalho
Tecnicamente, riscos ergonômicos no trabalho são todos os fatores que decorrem da má adaptação do trabalho ao ser humano, considerando aspectos físicos, organizacionais e psicossociais.
Eles incluem:
- Posturas forçadas ou estáticas prolongadas
- Movimentos repetitivos
- Esforço físico excessivo
- Ritmo acelerado e metas abusivas
- Jornadas extensas ou trabalho noturno
- Estresse ocupacional e sobrecarga mental
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Riscos ergonômicos e outras categorias de risco ocupacional
No mapa de riscos, os riscos ergonômicos são representados pela cor amarela, diferenciando-se das demais categorias.
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Tipo de risco |
Cor no mapa | Exemplos |
| Físico | Verde |
Ruído, calor, vibração |
|
Químico |
Vermelho | Poeiras, gases, vapores |
| Biológico | Marrom |
Vírus, bactérias, fungos |
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Ergonômico |
Amarelo | Postura inadequada, repetitividade, estresse |
| Acidentes | Azul |
Quedas, choques, máquinas |
Essa classificação é fundamental para estruturar corretamente o PGR e definir quando aprofundar a análise por meio da AEP ou da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
Principais riscos ergonômicos no trabalho (tabela explicativa)
Os riscos ergonômicos podem ser físicos/posturais e organizacionais/psicossociais.
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Tipo de risco ergonômico |
Exemplos práticos | Possíveis impactos |
| Postura inadequada | Trabalho sentado prolongado, bancadas altas |
Dor lombar, cervicalgia |
|
Repetitividade |
Digitação contínua, linha de montagem | LER/DORT |
| Esforço físico | Levantamento de cargas |
Hérnias, lesões musculares |
|
Ritmo excessivo |
Metas inalcançáveis | Estresse, erros, burnout |
| Jornadas longas | Turnos extensos, trabalho noturno |
Fadiga, acidentes |
Por que monitorar riscos ergonômicos no trabalho
Monitorar riscos ergonômicos é obrigatório e estratégico.
- A NR-01 exige que o PGR contemple riscos ergonômicos.
- A NR-17 determina a adequação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
- A negligência aumenta afastamentos, LER/DORT, transtornos mentais, turnover e custos operacionais.
Empresas que controlam riscos ergonômicos reduzem passivos trabalhistas e fortalecem seus indicadores de SST.
Doenças relacionadas aos riscos ergonômicos
Sinais e sintomas iniciais
Cansaço frequente, dores musculares, formigamento, distúrbios do sono, irritabilidade e dificuldade de concentração.
LER/DORT e problemas musculoesqueléticos
- Tendinites e bursites
- Síndrome do túnel do carpo
- Lombalgias e hérnias de disco
Transtornos mentais relacionados ao trabalho
- Estresse ocupacional
- Ansiedade e depressão
- Síndrome de burnout
Essas condições impactam diretamente o desempenho e a sustentabilidade do negócio.
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Base legal: NR-01, NR-17 e PGR
A gestão de riscos ergonômicos no trabalho está fundamentada em:
- NR-01 (PGR): identificação, avaliação e controle de riscos ergonômicos.
- NR-17 (Ergonomia): adaptação das condições de trabalho ao trabalhador.
Essas normas conectam riscos ergonômicos à AEP, à AET, ao PCMSO e às ações preventivas.
Como identificar riscos ergonômicos no trabalho
A identificação deve ser sistemática e contínua.
- Observação do posto de trabalho em uso
- Análise de posturas, esforços, ritmo e pausas
- Entrevistas com trabalhadores
- Uso da AEP para mapeamento inicial
- Realização de AET nos postos críticos
Como prevenir riscos ergonômicos no trabalho
A prevenção exige ações técnicas, organizacionais e educativas:
- Adequação de mobiliário e equipamentos
- Organização de pausas e rodízio de tarefas
- Gestão saudável de metas e jornadas
- Melhoria do ambiente físico (iluminação, ruído, conforto térmico)
- Treinamentos, orientações posturais e ginástica laboral
Riscos ergonômicos no trabalho e telemedicina ocupacional
A telemedicina ocupacional fortalece a gestão ergonômica ao permitir:
- Avaliação clínica remota de queixas musculoesqueléticas e mentais
- Emissão e assinatura digital de laudos, PGR e AET
- Monitoramento contínuo de indicadores de dor, afastamentos e eficácia das ações
Essa integração torna a ergonomia mais preventiva, rastreável e estratégica.
Conclusão
Os riscos ergonômicos no trabalho representam um dos maiores desafios da saúde ocupacional moderna. Quando ignorados, geram adoecimento, perda de produtividade e passivos legais. Quando tratados de forma estruturada, integrada ao PGR, à NR-17 e à telemedicina ocupacional, tornam-se uma poderosa alavanca de prevenção, eficiência e sustentabilidade organizacional. Investir em ergonomia não é apenas cumprir a lei é cuidar das pessoas e proteger o negócio no longo prazo.




