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DPOC: O Que é, sintomas, tratamento e como evitar crises

6 min. de leitura

médica segurando uma tela virtual com a imagem de um pulmão sobreposta

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva que afeta a respiração de forma irreversível. Estima-se que mais de 6 milhões de brasileiros convivam com a doença, que já figura entre as principais causas de morte no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Apesar de não ter cura, a doença pode ser controlada com diagnóstico precoce, tratamento adequado e tecnologias de telemonitoramento, que hoje revolucionam a forma como pacientes são acompanhados. Neste artigo, você vai entender o que é DPOC, como identificar os sintomas, os tratamentos mais recentes e como a telemedicina está transformando o cuidado respiratório.

O que é DPOC?

A DPOC é uma doença pulmonar crônica que dificulta a respiração devido a inflamação e obstrução irreversível das vias aéreas. É causada, principalmente, pelo tabagismo e pode ser controlada com tratamento adequado. Ela se manifesta principalmente sob duas formas:

  • Enfisema pulmonar: destruição das paredes dos alvéolos (estruturas responsáveis pelas trocas gasosas).
  • Bronquite crônica: inflamação persistente dos brônquios, com excesso de muco e tosse prolongada.

Quais são os sintomas da DPOC?

Os sintomas da DPOC tendem a se agravar com o tempo. Fique atento aos sinais de alerta:

  • Tosse crônica com secreção;
  • Falta de ar (dispneia), especialmente ao fazer esforço;
  • Chiado no peito;
  • Sensação de aperto no tórax;
  • Fadiga e perda de peso involuntária

Leia mais: Qual a diferença entre DPOC e asma

Como é feito o diagnóstico?

O principal exame para diagnosticar a DPOC é a espirometria, que mede a quantidade e a velocidade do ar que a pessoa consegue expirar.

Com o avanço da telemedicina, clínicas e hospitais podem contar com:

  • Espirômetros portáteis conectados à nuvem
  • Laudos remotos emitidos por pneumologistas
  • Diagnóstico em minutos, mesmo em regiões sem especialistas

Causas e fatores de risco da DPOC

O tabagismo ainda é o fator de risco mais conhecido, mas não é o único.

Tratamentos: Convencionais e inovações

Farmacológico

  • Broncodilatadores de longa duração (LABA, LAMA)
  • Corticoides inalatórios, em casos com muitas exacerbações
  • Novas terapias biológicas, como o dupilumabe, reduz as crises em pacientes com perfil eosinofílico

Não Farmacológico

  • Reabilitação pulmonar: exercícios monitorados por fisioterapeutas
  • Acompanhamento nutricional: combate à caquexia e fraqueza muscular
  • Telemonitoramento remoto: envio de dados em tempo real para prevenção de crises

Telemedicina na DPOC: Transformando o cuidado respiratório

A telemedicina pode reduzir as internações por DPOC e isso se deve à combinação de tecnologia com cuidado humanizado:

Como funciona?

  • Pacientes usam oxímetros e espirômetros conectados
  • Dados são enviados para plataformas com IA
  • A equipe médica é alertada sobre quedas de oxigenação, piora de sintomas ou risco de crise
  • Teleconsultas imediatas para ajuste de medicação, fisioterapia ou encaminhamento


Veja também:
Saiba tudo sobre o CID J44

Como prevenir crises de DPOC?

Crises graves podem levar à internação ou risco de vida. Para prevenir:

  • Vacinação anual contra influenza e pneumococo
  • Plano de ação digital, com alertas de sintomas e crises
  • Teleconsultas regulares para monitoramento do quadro
  • Acompanhamento multidisciplinar remoto

DPOC Tem Cura?

Não. A doença é crônica e sem cura, mas pode ser controlada com tratamento contínuo. Com o uso da telemedicina e novas terapias, é possível manter a qualidade de vida, reduzir crises e evitar internações.

Conclusão

A DPOC é um desafio crescente de saúde pública, mas com conhecimento, prevenção e tecnologia é possível viver bem mesmo com a doença. A Portal Telemedicina oferece soluções que aproximam o paciente do cuidado integral, com:

  • Laudos remotos de espirometria
  • Kits de monitoramento conectados à nuvem
  • Atendimento remoto e suporte contínuo

FAQ (Perguntas frequentes)

 

Quem tem DPOC pode fazer exercícios?

Sim, e deve! Exercícios supervisionados por profissionais ajudam a melhorar a capacidade respiratória, reduzir a falta de ar e prevenir internações.

Qual o melhor tratamento para DPOC?

A combinação de broncodilatadores, controle ambiental, reabilitação pulmonar e acompanhamento por telemedicina oferece os melhores resultados.

DPOC tem cura?

Não. A DPOC é uma doença crônica e progressiva, mas com tratamento adequado, é possível ter qualidade de vida e controlar os sintomas.

Como saber se tenho DPOC?

Se você tem tosse persistente, falta de ar aos esforços e histórico de tabagismo ou exposição à fumaça, procure um pneumologista e realize uma espirometria.

A DPOC é contagiosa?

Não. A DPOC não é transmissível. É causada por fatores ambientais (como fumaça de cigarro) e genéticos.

A telemedicina funciona para DPOC?

Sim. Acompanhamento remoto com oxímetros e espirômetros conectados permite detectar crises precocemente e evitar hospitalizações.

Quanto tempo vive um paciente com DPOC?

A expectativa de vida varia conforme o grau da doença e os cuidados adotados. Pacientes que seguem o tratamento corretamente podem viver muitos anos com qualidade.

O que é DPOC na enfermagem?

Na enfermagem, a DPOC é abordada com foco em educação em saúde, monitoramento de sintomas, administração correta da medicação, suporte ao autocuidado e prevenção de crises.

O que causa DPOC?

A principal causa é a exposição prolongada a agentes irritantes, especialmente o tabagismo. Outros fatores incluem poluição, poeira ocupacional e predisposição genética (como deficiência de alfa-1-antitripsina).

 

Redação

Redação é o time de especialistas em conteúdo da Portal Telemedicina, responsável por criar e compartilhar informações atualizadas e relevantes sobre tecnologia em saúde, telemedicina e inovações no setor.

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