Conforme um estudo feito pela consultora Randstad, 81% dos brasileiros desejam ter mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional. A informação ressalta uma necessidade que já vem sendo percebida dentro das empresas, especialmente pelas equipes de RH.
O dado foi extraído de uma pesquisa feita em 34 países e o resultado mostra que promover esse equilíbrio no ambiente corporativo é uma urgência. Empresas que esperam manter ou aumentar a produtividade precisam considerar a qualidade de vida dos colaboradores.
Pensando nisso, vamos discutir estratégias e ações que podem ser adotadas para promover o equilíbrio e a harmonia entre os dois aspectos na vida dos colaboradores. O objetivo é aliar o bem-estar individual ao sucesso organizacional.
O ritmo do mercado está cada vez mais acelerado e exigente. Por isso, é importante que as empresas adotem medidas e políticas que permitam aos colaboradores conciliar vida pessoal e profissional.
Normalmente, o setor responsável por essas ações é o de Recursos Humanos ou de Gestão de Pessoas. Além de devolver projetos nesse sentido, os profissionais da área precisam conscientizar líderes para que a qualidade de vida do funcionário seja prioridade.
O estudo feito pela consultora de recursos humanos Randstad entrevistou quase 30 mil pessoas, em 34 países, e revelou que a busca por equilíbrio é uma tendência. A média global de busca por equilíbrio entre vida pessoal e profissional ficou em 67%.
Podemos perceber que o resultado entre os brasileiros, 81%, está acima da média, revelando que no país essa tendência é ainda mais forte. Este dado serve como um alerta às empresas que esperam contratar bons profissionais e reter talentos.
Existem diversos aspectos profissionais que podem interferir no bem-estar do colaborador e em sua qualidade de vida. Esses aspectos podem abranger desde o clima organizacional até a carga de trabalho e as perspectivas de crescimento na carreira.
Compreender e abordar essas interferências é essencial para motivá-los e manter um ambiente saudável e produtivo. Destacamos alguns dos principais aspectos profissionais que podem interferir na vida pessoal:
Levando esses pontos em consideração, listamos algumas medidas que podem ajudar a desenvolver um ambiente corporativo que permita conciliar vida profissional e pessoal de forma eficiente. Confira!
Uma das melhores maneiras de promover esse equilíbrio é oferecer flexibilidade no horário de trabalho e, quando possível, realização de trabalho remoto.
Empresas que permitem o ajuste de horários conforme as necessidades pessoais do colaborador, desde que cumpram as horas exigidas, costumam ter bons resultados de gestão.
Essa possibilidade de negociação, permite ter um maior cuidado com as questões pessoais. Seja lidar com compromissos familiares, cuidar da saúde, realizar atividades de lazer ou simplesmente descansar e recarregar as energias.
Já a estratégia de possibilitar o trabalho remoto evita deslocamentos desnecessários e proporciona mais tempo livre. O trabalho remoto ainda aumenta a sensação de autonomia, confiança e controle sobre o próprio tempo, contribuindo para o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Como área responsável pela gestão de pessoas, é essencial incentivar a cultura de respeito aos limites pessoais. Isso significa, entre outras coisas, estabelecer claramente as expectativas de horário e entregas, não exigindo disponibilidade fora do que foi acordado.
Neste sentido, é essencial que a cultura organizacional e lideranças validem que todos possuem vida pessoal fora do ambiente de trabalho. Reconhecer a necessidade de espaço para cuidar de si e dos familiares reflete em todo o processo.
Facilitar a gestão de tempo é de extrema importância para a produtividade, o bem-estar dos colaboradores e o sucesso da organização. Quando os colaboradores podem planejar suas atividades de maneira adequada, evitam sobrecarga e equilibram responsabilidades profissionais e pessoais.
Investir em programas de bem-estar também é uma forma de promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Fomentar a prática de atividade física e oferecer apoio de saúde física e mental, por exemplo, demonstra preocupação com a qualidade de vida dos colaboradores.
Atualmente, existem soluções de saúde corporativa, como a telemedicina, que podem ajudar a desenvolver ações de prevenção e promoção de cuidados médicos, facilitando o acesso dos colaboradores a esses serviços.
Ainda pensando na saúde mental, outra abordagem interessante é promover ações que incentivem a desconexão digital. Algumas práticas simples, como estabelecer horários de silêncio, ajudam a evitar o esgotamento mental e promovem uma relação mais saudável com a tecnologia.
A comunicação eficaz é fundamental para o bom funcionamento de qualquer ambiente corporativo. Ela desempenha um papel central na troca de informações, no alinhamento de objetivos, na resolução de problemas e no fortalecimento das relações interpessoais.
A comunicação clara e transparente também facilita o entendimento das expectativas e a definição de papéis e responsabilidades. Desta forma, é mais simples reduzir a formação de conflitos e promover um ambiente de trabalho harmonioso.
O profissional de RH desempenha um papel estratégico na construção de um ambiente laboral saudável. Consequentemente, sua atuação também é importante no incentivo ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Sua atuação está relacionada à criação de políticas e práticas adequadas, que promovam o bem-estar que reflitam na vida pessoal dos colaboradores. Essas ações devem estender-se por toda a empresa e ser parte da cultura organizacional para que seus resultados sejam efetivos.
Ou seja, vimos que o setor de RH é protagonista da mudança. Entretanto, promover o equilíbrio entre vida pessoal e profissional dos colaboradores é uma responsabilidade que cabe às empresas de forma geral.
Adotar medidas de bem-estar e saúde é o caminho mais recomendado para que os colaboradores se sintam valorizados e sejam capazes de conciliar todos os aspectos da vida e suas responsabilidades de maneira satisfatória.
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