
A CID (Classificação Internacional de Doenças) é o sistema oficial criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para padronizar a identificação de doenças, sinais, sintomas e condições clínicas em todos os países. Cada doença recebe um código único, permitindo que médicos, hospitais, governos e sistemas de saúde falem a mesma língua, independentemente de idioma ou local.
Em outras palavras, a CID é uma linguagem universal da medicina, usada para diagnóstico, tratamento, estatísticas e organização de informações em saúde pública.
A CID é uma lista global de códigos padronizados usados para representar doenças e condições de saúde. Em vez de escrever o nome completo, médicos utilizam códigos como:
CID I10 → hipertensão
CID J11 → gripe
CID F32 → episódio depressivo
Esses códigos são iguais no Brasil, nos EUA ou no Japão — e isso garante clareza, precisão e comunicação eficiente entre profissionais de saúde.
A CID teve sua primeira edição em 1893, originalmente focada nas causas de morte. Desde então, ela passou por várias revisões para incluir uma gama mais ampla de condições de saúde. A versão mais recente, a CID-11, foi lançada em 2018 e entrou em vigor em 2022, refletindo avanços na medicina e mudanças nas necessidades de saúde global.
No Brasil, a utilização da classificação em documentos como atestados médicos segue regras específicas. A Resolução CFM nº 1.819/2007, do Conselho Federal de Medicina, determina que a inclusão do código CID em atestados deve ser feita apenas com a autorização do paciente. Isso protege a privacidade e o sigilo das informações de saúde, assegurando que detalhes sensíveis sobre seu diagnóstico não sejam compartilhados sem o seu consentimento.
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A clasificação desempenha um papel importante nos cuidados de saúde ao uniformizar a forma como as doenças são classificadas e referidas. Isso garante que profissionais de saúde, independentemente de sua localização geográfica, possam entender e tratar condições de saúde de maneira consistente. Imagine precisar de cuidados médicos em um país onde você não fala a língua local. A CID permite que seu diagnóstico seja compreendido por profissionais de saúde em qualquer lugar do mundo. Por exemplo, a hipertensão arterial, conhecida como pressão alta, é identificada pelo código CID I10. Esse código é o mesmo, quer você esteja no Brasil ou no Japão, garantindo que seu médico compreenda sua condição sem precisar de longas explicações.
Além disso, é uma ferramenta epidemiológica importante, utilizada para monitorar a incidência e prevalência de doenças, ajudando a traçar um panorama da saúde pública global.
A Classificação Internacional de Doenças tem diferentes funções essenciais:
Se você for atendido em outro país, seu diagnóstico será reconhecido graças ao código CID.
Com códigos padronizados, médicos e sistemas de saúde interpretam diagnósticos da mesma forma.
A codificação simplifica a gestão hospitalar e permite análises clínicas mais precisas.
Governos usam dados da CID para monitorar surtos, doenças crônicas, mortalidade e investimentos em saúde.
No Brasil, a regra é clara:
O código CID em atestados só pode ser incluído com autorização do paciente.
(Resolução CFM nº 1.819/2007)
Ou seja:
não é obrigatório informar o CID em atestados médicos
não pode ser exigido pelo empregador
só deve aparecer se o paciente permitir
Já em prontuários, relatórios epidemiológicos e sistemas de gestão em saúde, o uso da CID é padrão e recomendado.
Ao substituir os nomes das doenças por códigos padronizados, a CID elimina barreiras linguísticas e culturais, permitindo que diagnósticos sejam mais precisos e tratamentos mais eficazes. Por exemplo, a gripe, conhecida por diferentes nomes em várias línguas, é universalmente identificada pelo código J11 na classificação. Isso facilita o compartilhamento de informações e a colaboração internacional em saúde.
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Alguns dos códigos mais frequentemente utilizados incluem:
Esses códigos são fundamentais para o gerenciamento de saúde pública e para o planejamento de cuidados de saúde.
A primeira versão surgiu em 1893, focada apenas em causas de morte.
Desde então, a classificação evoluiu para abranger diagnósticos clínicos, transtornos mentais, condições sociais, lesões, eventos externos e muito mais.
A versão atual é a CID-11, lançada pela OMS em 2018 e adotada oficialmente pelo mundo em 2022, com avanços importantes:
totalmente digital (não existe mais versão impressa oficial)
atualizações contínuas
melhor organização de categorias
inclusão de novas condições modernas
linguagem mais inclusiva e alinhada à ciência atual
A CID-11 substitui gradualmente a CID-10 tradicionalmente usada no Brasil.
A CID não é estática; ela evolui constantemente para acompanhar as mudanças na medicina e nas necessidades de saúde global. Desde sua primeira edição, em 1893, focada nas causas de morte, até a versão mais recente, a CID-11, lançada em 2018 e em vigor desde 2022, a classificação reflete avanços significativos na compreensão de doenças e na prática médica. A CID-11 é totalmente digital, facilitando o acesso e a atualização contínua dos códigos.
A CID-11 incorporou várias novas condições para refletir o entendimento atual da saúde. Entre as inclusões estão o transtorno de uso de jogos eletrônicos, reconhecendo o impacto dos hábitos digitais na saúde mental, e a reclassificação da incongruência de gênero, promovendo uma abordagem mais inclusiva.
Outro ponto de destaque na CID-11 é a incorporação de doenças relacionadas ao envelhecimento, como a fragilidade e a demência. Essas condições refletem a realidade de uma população global em envelhecimento, onde a necessidade de cuidados especializados e compreensão dessas condições é cada vez mais relevante.
Portanto, os códigos não apenas acompanham a evolução da medicina, mas também molda o futuro do diagnóstico e tratamento, garantindo que a prática médica continue relevante e eficaz em um mundo em constante mudança.
A tabela completa é acessada digitalmente. Ela é usada por:
médicos e enfermeiros
hospitais e operadoras
serviços de telemedicina
profissionais de codificação clínica
órgãos de vigilância epidemiológica
A consulta pode ser feita durante a anamnese, na emissão de laudos, na montagem de prontuários eletrônicos ou na alimentação de sistemas hospitalares.
Para facilitar a compreensão, veja alguns dos códigos mais comuns:
| CÓDIGO CID | DESCRIÇÃO |
|---|---|
| CID J11 | Gripe |
| CID F32 | Episódios depressivos |
| CID I10 | Hipertensão essencial (primária) |
| CID E11 | Diabetes mellitus tipo 2 |
| CID M54 | Dorsalgia (dor nas costas) |
| CID R51 | Cefaleia (dor de cabeça) |
| CID K21 | Doença do refluxo gastroesofágico |
| CID J45 | Asma |
| CID N39 | Infecção do trato urinário |
| CID F41 | Transtornos de ansiedade |
A tabela completa é acessada digitalmente. Ela é usada por:
médicos e enfermeiros
hospitais e operadoras
serviços de telemedicina
profissionais de codificação clínica
órgãos de vigilância epidemiológica
A consulta pode ser feita durante a anamnese, na emissão de laudos, na montagem de prontuários eletrônicos ou na alimentação de sistemas hospitalares.
As atualizações mais recentes incluem a digitalização completa da CID-11, que melhora a eficiência no uso e na comunicação entre profissionais de saúde. A CID-11 foi projetada para ser mais inclusiva e abrangente, incorporando novas condições e ajustando classificações para refletir melhor o entendimento atual das doenças.
A CID é um componente essencial da medicina moderna. Mais do que uma lista de códigos, ela é um sistema universal que:
conecta profissionais da saúde
organiza diagnósticos
facilita o tratamento
apoia políticas públicas
melhora a segurança do paciente
Entender o que é a CID — e como ela funciona — ajuda pacientes e profissionais a navegarem o sistema de saúde com mais clareza, precisão e confiança. Em constante evolução, especialmente com a CID-11 digital, essa classificação continuará sendo um pilar central para a saúde global nos próximos anos.
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