
O EPI hospitalar é a última barreira de proteção entre o profissional de saúde e riscos biológicos, químicos e físicos presentes na rotina assistencial. Seu uso correto depende de seleção técnica, treinamento, fornecedores confiáveis e descarte alinhado ao PGRSS.
Este post reúne as melhores práticas vigentes para médicos, enfermagem, limpeza, CME e gestores, trazendo critérios de escolha, lista completa dos 10 EPIs hospitalares essenciais, orientações de uso, descarte e conformidade com a NR-6.
EPI (Equipamento de Proteção Individual) é todo dispositivo de uso pessoal destinado a reduzir a exposição do trabalhador a riscos no ambiente de trabalho.
No contexto hospitalar, o EPI protege contra:
A NR-6 determina que o empregador selecione, forneça, treine, registre e fiscalize o uso do EPI, sempre com Certificado de Aprovação (CA) válido e compatível com o risco.
A seguir, os dez equipamentos considerados fundamentais para proteção segura em hospitais:
Esses itens atendem desde cuidados diretos à assistência até limpeza, desinfecção e CME. Cada um desempenha papel específico e complementar na prevenção de contaminações.
Leia mais: Conheça as normas regulamentadoras
Protege contra gotículas e respingos. Deve ser ajustada ao rosto e trocada quando úmida ou danificada.
Indicado para exposição a aerossóis — procedimentos respiratórios, isolamento por aerossóis, CME e áreas críticas.
Requer fit check em toda colocação e fit test conforme política institucional.
Para cuidados gerais sem grande exposição a fluidos.
Usado em procedimentos com risco de respingos ou manipulação de substâncias químicas.
Para contato com mucosas, fluidos corporais e manipulação não estéril.
Obrigatórias em cirurgias e procedimentos invasivos.
Contra respingos oculares; deve selar bem e permitir limpeza adequada.
Proteção facial completa; complementa máscara ou respirador.
Evita queda de fios de cabelo em áreas críticas e mantém campo limpo.
Usado em áreas que exigem barreira adicional ou controle de contaminação.
Antes da aquisição, confirme:
A NR-6 exige ainda registro de entrega, orientação ao trabalhador e controle de troca/manutenção.
| Procedimento / Setor | EPIs recomendados |
| Aerosóis (intubação, aspiração, nebulização) | PFF2/N95, óculos ou face shield, avental impermeável, luvas |
| Isolamento por gotículas | Máscara cirúrgica, óculos, avental, luvas |
| Isolamento por contato | Avental, luvas, máscara cirúrgica |
| Centro cirúrgico | Touca, máscara cirúrgica, avental estéril, luvas estéreis, propé |
| Limpeza e desinfecção | Luvas de alta resistência, proteção respiratória conforme o químico, óculos, avental impermeável |
| CME | Avental impermeável, luvas, proteção ocular, PFF2/N95 quando indicado |
A matriz deve constar no protocolo institucional e ser revisada periodicamente.
Avalie critérios técnicos e contratuais:
Fornecedores que atendem integralmente à NR-6 reduzem risco regulatório e melhoram previsibilidade operacional.
A troca dos EPIs deve seguir critérios claros: respiradores devem ser substituídos quando úmidos, deformados ou saturados; aventais, ao romper ou após procedimentos de alto risco; e luvas, sempre entre pacientes ou quando apresentarem danos. O almoxarifado deve seguir o sistema FEFO e assegurar condições adequadas de temperatura, umidade e proteção contra luz.
Acondicionamento, rotulagem, armazenamento temporário e transporte devem seguir o PGRSS e as licenças da empresa coletora.
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Treinamento contínuo é tão importante quanto a compra adequada. É essencial reforçar ajuste e vedação da PFF2/N95, técnicas de colocação e retirada (donning/doffing) e simulações por setor. Auditorias ajudam a identificar falhas de adesão, trocas inadequadas e descarte incorreto, permitindo ações corretivas baseadas em indicadores de uso.
O EPI hospitalar eficaz começa na análise precisa do risco, passa por compra qualificada com CA vigente, treinamento contínuo, e termina no descarte correto, tudo sustentado por protocolos e auditorias regulares.
Com uma matriz clara de EPIs por procedimento, fornecedores confiáveis e PGRSS bem estruturado, é possível elevar a segurança ocupacional sem comprometer produtividade ou qualidade assistencial e ainda garantir vantagem competitiva no ranqueamento orgânico.
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