
A densitometria de corpo inteiro, também chamada de DXA ou DEXA, é um exame de imagem de baixa dose de raios X que mede, com alta precisão, a composição corporal total. Ele permite avaliar a distribuição de gordura, massa magra (principalmente músculos) e massa óssea em todo o corpo, sendo usado tanto em contextos clínicos quanto esportivos e nutricionais.
Diferente do peso da balança, o exame mostra como o corpo é formado e como essa composição muda ao longo do tempo, ajudando médicos e pacientes a tomar decisões mais seguras em relação à saúde metabólica, envelhecimento, desempenho físico e acompanhamento de doenças crônicas.
Este conteúdo explica, de forma prática, o que é o exame, para que serve, como se preparar e como interpretar os resultados. Ao final, há também orientações úteis para clínicas e hospitais estruturarem o serviço com qualidade.
A densitometria de corpo inteiro é um exame que utiliza a tecnologia DXA (absorciometria por dupla emissão de raios X) para medir a composição corporal total. Durante o procedimento, o paciente permanece deitado enquanto o equipamento realiza uma varredura que analisa como os raios X são absorvidos por diferentes tecidos.
Com base nessa absorção, o sistema estima:
É um exame indolor, não invasivo e considerado altamente preciso para avaliação da composição corporal.
Não exatamente, embora utilizem a mesma tecnologia.
Densitometria óssea:
Densitometria de corpo inteiro:
Na prática, o mesmo equipamento pode ser usado para finalidades diferentes, mas o protocolo e o tipo de laudo mudam conforme o objetivo clínico.
O exame é utilizado para analisar a composição corporal de forma detalhada e acompanhar mudanças reais ao longo do tempo, o que o torna útil em diferentes cenários clínicos e de saúde preventiva.
1) Acompanhamento de sobrepeso, obesidade e diabetes
Permite avaliar se a perda de peso está ocorrendo com redução de gordura e preservação de massa muscular.
2) Monitoramento de massa muscular
Importante em contextos como:
3) Medicina esportiva e nutrição
Ajuda a acompanhar ganho de massa magra e mudanças na distribuição de gordura.
4) Avaliação de risco metabólico
A distribuição da gordura corporal, especialmente abdominal, está associada a maior risco cardiometabólico.
5) Acompanhamento clínico longitudinal
Útil para medir evolução real do corpo ao longo de meses ou anos.
A densitometria de corpo inteiro permite observar padrões de distribuição de gordura:
O predomínio abdominal costuma estar mais associado a risco metabólico e cardiovascular.
O exame também pode estimar gordura visceral (associada aos órgãos internos), um marcador relevante em contextos como síndrome metabólica e resistência à insulina.
O exame pode ser indicado por médicos e outros profissionais de saúde em situações como:
Também pode ser usado para acompanhamento preventivo em pessoas que desejam entender melhor a composição do corpo além do peso total.
O paciente permanece deitado em uma mesa enquanto o equipamento realiza uma varredura do corpo. O procedimento é simples e não causa dor.
Em geral:
O exame pode ser feito com avaliação de corpo inteiro ou focado em regiões específicas, dependendo da solicitação.
As orientações podem variar entre serviços, mas recomendações comuns incluem:
Algumas clínicas podem orientar jejum ou restrições específicas, então é importante confirmar no agendamento.
O laudo geralmente apresenta:
Essas informações ajudam a entender se mudanças no corpo estão relacionadas a perda de gordura, ganho muscular ou ambos.
Massa magra: inclui músculos e água corporal associada
Massa gorda: estimativa do tecido adiposo total
Distribuição segmentar: análise por braços, pernas e tronco
Padrão androide/ginoide: distribuição predominante da gordura
Importante: a interpretação deve sempre considerar contexto clínico, histórico e objetivos individuais.
O exame é realizado presencialmente na clínica, mas as imagens e dados gerados pelo equipamento (DXA) podem ser enviados digitalmente para um médico especialista em outro local, que faz a análise e emite o laudo.
O fluxo típico é:
Na prática, funciona de forma muito semelhante à telerradiologia em exames como raio-X e tomografia.
Para a densitometria corporal total, o especialista precisa ter acesso a:
Como o exame já produz métricas quantitativas estruturadas, ele é tecnicamente adequado para análise remota.
O modelo é especialmente útil quando a clínica:
Para que o laudo remoto seja confiável, alguns fatores operacionais fazem diferença:
Sem esses cuidados, a comparação evolutiva (follow-up) pode perder precisão.
Leia também: Telelaudo de densitometria óssea
Ambos avaliam composição corporal, mas têm diferenças relevantes.
| Critério | DXA (densitometria) | Bioimpedância |
| Precisão | Alta | Moderada |
| Influência da hidratação | Baixa | Alta |
| Avaliação segmentar | Detalhada | Mais limitada |
| Uso clínico | Amplo | Triagem e acompanhamento |
| Tempo | Curto | Muito rápido |
A densitometria por DXA costuma ser considerada mais precisa e reprodutível, especialmente quando o objetivo é acompanhamento clínico ao longo do tempo.
O exame tende a ser mais útil quando:
Clínicas e hospitais podem melhorar a padronização e a qualidade do exame com alguns cuidados operacionais.
Sempre que possível:
Isso melhora a leitura da evolução ao longo do tempo.
Criar templates que facilitem a interpretação clínica, especialmente em composição corporal.
A densitometria de corpo inteiro é uma das formas mais completas e precisas de avaliar a composição corporal total. Ao medir gordura, massa magra e massa óssea de forma segmentada, o exame oferece uma visão muito mais detalhada do corpo do que o peso isoladamente.
Esse nível de informação ajuda em decisões clínicas, acompanhamento de doenças crônicas, monitoramento nutricional, avaliação de risco metabólico e planejamento de estratégias de saúde e desempenho físico.
Quando usada de forma padronizada e acompanhada ao longo do tempo, a densitometria por DXA se torna uma ferramenta valiosa para entender a evolução do corpo, apoiar condutas médicas e orientar mudanças com mais segurança e previsibilidade.
Não. É um exame simples e indolor.
Geralmente entre 15 e 20 minutos.
Uma orientação comum é evitar nas 24 horas anteriores.
Ele pode ajudar a estimar distribuição abdominal e gordura associada a risco metabólico.
Depende do objetivo clínico, mas costuma ser usado para acompanhamento periódico.
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