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Riscos ergonômicos no trabalho: o que são, exemplos, impactos e como prevenir

6 min. de leitura

mulher no escritório alongando as palmas da mão

Os riscos ergonômicos no trabalho estão entre as principais causas de adoecimento ocupacional no Brasil e vão muito além de cadeiras inadequadas ou levantamento de peso. Eles envolvem postura, esforço físico, repetitividade, organização do trabalho e fatores psicossociais, capazes de afetar a saúde física e mental dos trabalhadores e gerar impactos diretos na produtividade, nos custos e na conformidade legal das empresas.

Quando a gestão de riscos ergonômicos é integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), à NR-17 e a soluções digitais e de telemedicina ocupacional, a empresa fortalece a prevenção, reduz afastamentos e melhora seus indicadores de desempenho e saúde ocupacional.

Em resumo: o que são riscos ergonômicos no trabalho

Riscos ergonômicos no trabalho são fatores relacionados à inadequação entre as exigências das tarefas e as capacidades físicas, cognitivas e emocionais do trabalhador. Eles surgem quando o trabalho exige esforço excessivo, posturas inadequadas, repetitividade, ritmo intenso, jornadas prolongadas ou elevada pressão psicológica.

Esses riscos podem causar desde desconforto e fadiga até LER/DORT, transtornos mentais, absenteísmo, presenteísmo e passivos trabalhistas, sendo obrigatória sua gestão no contexto do PGR.

O que são riscos ergonômicos no trabalho

Tecnicamente, riscos ergonômicos no trabalho são todos os fatores que decorrem da má adaptação do trabalho ao ser humano, considerando aspectos físicos, organizacionais e psicossociais.

Eles incluem:

  • Posturas forçadas ou estáticas prolongadas
  • Movimentos repetitivos
  • Esforço físico excessivo
  • Ritmo acelerado e metas abusivas
  • Jornadas extensas ou trabalho noturno
  • Estresse ocupacional e sobrecarga mental

Leia mais: Tudo sobre riscos ocupacionais

Riscos ergonômicos e outras categorias de risco ocupacional

No mapa de riscos, os riscos ergonômicos são representados pela cor amarela, diferenciando-se das demais categorias.

Tipo de risco

Cor no mapa Exemplos
Físico Verde

Ruído, calor, vibração

Químico

Vermelho Poeiras, gases, vapores
Biológico Marrom

Vírus, bactérias, fungos

Ergonômico

Amarelo Postura inadequada, repetitividade, estresse
Acidentes Azul

Quedas, choques, máquinas

Essa classificação é fundamental para estruturar corretamente o PGR e definir quando aprofundar a análise por meio da AEP ou da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).

Principais riscos ergonômicos no trabalho (tabela explicativa)

Os riscos ergonômicos podem ser físicos/posturais e organizacionais/psicossociais.

Tipo de risco ergonômico

Exemplos práticos Possíveis impactos
Postura inadequada Trabalho sentado prolongado, bancadas altas

Dor lombar, cervicalgia

Repetitividade

Digitação contínua, linha de montagem LER/DORT
Esforço físico Levantamento de cargas

Hérnias, lesões musculares

Ritmo excessivo

Metas inalcançáveis Estresse, erros, burnout
Jornadas longas Turnos extensos, trabalho noturno

Fadiga, acidentes

Por que monitorar riscos ergonômicos no trabalho

Monitorar riscos ergonômicos é obrigatório e estratégico.

  • A NR-01 exige que o PGR contemple riscos ergonômicos.
  • A NR-17 determina a adequação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores.
  • A negligência aumenta afastamentos, LER/DORT, transtornos mentais, turnover e custos operacionais.

Empresas que controlam riscos ergonômicos reduzem passivos trabalhistas e fortalecem seus indicadores de SST.

Doenças relacionadas aos riscos ergonômicos

Sinais e sintomas iniciais

Cansaço frequente, dores musculares, formigamento, distúrbios do sono, irritabilidade e dificuldade de concentração.

LER/DORT e problemas musculoesqueléticos

  • Tendinites e bursites
  • Síndrome do túnel do carpo
  • Lombalgias e hérnias de disco

Transtornos mentais relacionados ao trabalho

  • Estresse ocupacional
  • Ansiedade e depressão
  • Síndrome de burnout

Essas condições impactam diretamente o desempenho e a sustentabilidade do negócio.

Veja também: Conheça sobre laudos ergonômicos

Base legal: NR-01, NR-17 e PGR

A gestão de riscos ergonômicos no trabalho está fundamentada em:

  • NR-01 (PGR): identificação, avaliação e controle de riscos ergonômicos.
  • NR-17 (Ergonomia): adaptação das condições de trabalho ao trabalhador.

Essas normas conectam riscos ergonômicos à AEP, à AET, ao PCMSO e às ações preventivas.

Como identificar riscos ergonômicos no trabalho

A identificação deve ser sistemática e contínua.

  • Observação do posto de trabalho em uso
  • Análise de posturas, esforços, ritmo e pausas
  • Entrevistas com trabalhadores
  • Uso da AEP para mapeamento inicial
  • Realização de AET nos postos críticos

Como prevenir riscos ergonômicos no trabalho

A prevenção exige ações técnicas, organizacionais e educativas:

  • Adequação de mobiliário e equipamentos
  • Organização de pausas e rodízio de tarefas
  • Gestão saudável de metas e jornadas
  • Melhoria do ambiente físico (iluminação, ruído, conforto térmico)
  • Treinamentos, orientações posturais e ginástica laboral

Riscos ergonômicos no trabalho e telemedicina ocupacional

A telemedicina ocupacional fortalece a gestão ergonômica ao permitir:

  • Avaliação clínica remota de queixas musculoesqueléticas e mentais
  • Emissão e assinatura digital de laudos, PGR e AET
  • Monitoramento contínuo de indicadores de dor, afastamentos e eficácia das ações

Essa integração torna a ergonomia mais preventiva, rastreável e estratégica.

Conclusão

Os riscos ergonômicos no trabalho representam um dos maiores desafios da saúde ocupacional moderna. Quando ignorados, geram adoecimento, perda de produtividade e passivos legais. Quando tratados de forma estruturada, integrada ao PGR, à NR-17 e à telemedicina ocupacional, tornam-se uma poderosa alavanca de prevenção, eficiência e sustentabilidade organizacional. Investir em ergonomia não é apenas cumprir a lei é cuidar das pessoas e proteger o negócio no longo prazo.

Redação

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