
Os riscos ergonômicos no trabalho estão entre as principais causas de adoecimento ocupacional no Brasil e vão muito além de cadeiras inadequadas ou levantamento de peso. Eles envolvem postura, esforço físico, repetitividade, organização do trabalho e fatores psicossociais, capazes de afetar a saúde física e mental dos trabalhadores e gerar impactos diretos na produtividade, nos custos e na conformidade legal das empresas.
Quando a gestão de riscos ergonômicos é integrada ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), à NR-17 e a soluções digitais e de telemedicina ocupacional, a empresa fortalece a prevenção, reduz afastamentos e melhora seus indicadores de desempenho e saúde ocupacional.
Riscos ergonômicos no trabalho são fatores relacionados à inadequação entre as exigências das tarefas e as capacidades físicas, cognitivas e emocionais do trabalhador. Eles surgem quando o trabalho exige esforço excessivo, posturas inadequadas, repetitividade, ritmo intenso, jornadas prolongadas ou elevada pressão psicológica.
Esses riscos podem causar desde desconforto e fadiga até LER/DORT, transtornos mentais, absenteísmo, presenteísmo e passivos trabalhistas, sendo obrigatória sua gestão no contexto do PGR.
Tecnicamente, riscos ergonômicos no trabalho são todos os fatores que decorrem da má adaptação do trabalho ao ser humano, considerando aspectos físicos, organizacionais e psicossociais.
Eles incluem:
Leia mais: Tudo sobre riscos ocupacionais
No mapa de riscos, os riscos ergonômicos são representados pela cor amarela, diferenciando-se das demais categorias.
| Tipo de risco | Cor no mapa | Exemplos |
| Físico | Verde | Ruído, calor, vibração |
| Químico | Vermelho | Poeiras, gases, vapores |
| Biológico | Marrom | Vírus, bactérias, fungos |
| Ergonômico | Amarelo | Postura inadequada, repetitividade, estresse |
| Acidentes | Azul | Quedas, choques, máquinas |
Essa classificação é fundamental para estruturar corretamente o PGR e definir quando aprofundar a análise por meio da AEP ou da Análise Ergonômica do Trabalho (AET).
Os riscos ergonômicos podem ser físicos/posturais e organizacionais/psicossociais.
| Tipo de risco ergonômico | Exemplos práticos | Possíveis impactos |
| Postura inadequada | Trabalho sentado prolongado, bancadas altas | Dor lombar, cervicalgia |
| Repetitividade | Digitação contínua, linha de montagem | LER/DORT |
| Esforço físico | Levantamento de cargas | Hérnias, lesões musculares |
| Ritmo excessivo | Metas inalcançáveis | Estresse, erros, burnout |
| Jornadas longas | Turnos extensos, trabalho noturno | Fadiga, acidentes |
Monitorar riscos ergonômicos é obrigatório e estratégico.
Empresas que controlam riscos ergonômicos reduzem passivos trabalhistas e fortalecem seus indicadores de SST.
Cansaço frequente, dores musculares, formigamento, distúrbios do sono, irritabilidade e dificuldade de concentração.
Essas condições impactam diretamente o desempenho e a sustentabilidade do negócio.
Veja também: Conheça sobre laudos ergonômicos
A gestão de riscos ergonômicos no trabalho está fundamentada em:
Essas normas conectam riscos ergonômicos à AEP, à AET, ao PCMSO e às ações preventivas.
A identificação deve ser sistemática e contínua.
A prevenção exige ações técnicas, organizacionais e educativas:
A telemedicina ocupacional fortalece a gestão ergonômica ao permitir:
Essa integração torna a ergonomia mais preventiva, rastreável e estratégica.
Os riscos ergonômicos no trabalho representam um dos maiores desafios da saúde ocupacional moderna. Quando ignorados, geram adoecimento, perda de produtividade e passivos legais. Quando tratados de forma estruturada, integrada ao PGR, à NR-17 e à telemedicina ocupacional, tornam-se uma poderosa alavanca de prevenção, eficiência e sustentabilidade organizacional. Investir em ergonomia não é apenas cumprir a lei é cuidar das pessoas e proteger o negócio no longo prazo.
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