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eHealthA transformação digital chegou com força à saúde e o uso da tecnologia segue avançando a passos largos nesta área. As inovações nos diferentes segmentos são tantas que foi necessário criar um termo específico para agrupá-las: é o eHealth ou “saúde digital”, conceito amplo e conhecido mundialmente que trata das ferramentas e soluções digitais que ajudam a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Medicina do futuro, farmacologia, neurociência, robótica etc: tudo o que engloba a evolução do conhecimento dos profissionais da área aliado ao desenvolvimento e domínio das tecnologias digitais e soluções “de ponta” está inserido neste novo mundo da saúde.

Neste artigo, vamos detalhar um pouco mais o conceito de eHealth e mostrar como a saúde digital está se desenvolvendo em diferentes países.

O conceito de eHealth e as inovações para a saúde

Segundo a HIMSS – Healthcare Information and Management Systems Society, eHealth é qualquer aplicação da internet, utilizada em conjunto com outras tecnologias de informação, focada em melhorar as condições dos processos clínicos, do tratamento dos pacientes, e dar melhores condições de custeio ao Sistema de Saúde. Ou seja, melhorar o fluxo de informação, através de meios eletrônicos para aprimorar a prestação de serviços e a coordenação dos sistemas de saúde.

eHealthO conceito inclui muitas dimensões, que vão desde a entrega de informações de clínicas de hospitais aos parceiros da cadeia de atendimento, passando pelas facilidades de interação entre todos os seus membros, chegando a disponibilização dessa mesma informação nos mais difíceis e remotos lugares.

Dentro do modelo, encontramos um conjunto de ferramentas e serviços capazes de sustentar o atendimento e aprimorar o tratamento de forma integrada através da Web. Entre elas podemos citar algumas:


eHealth pelo mundo

A “saúde digital” tem sido uma prioridade para a Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2005. Para a entidade, a eHealth deve englobar o uso seguro de tecnologias de comunicação de informação em apoio à saúde, incluindo serviços, vigilância, literatura, educação, conhecimento e pesquisa para seus 109 países membros.

eHealthA unidade da OMS para a saúde digital trabalha com parceiros mundiais, regionais e nacionais para promover e fortalecer o uso da tecnologia da informação e das ferramentas inovadoras para o desenvolvimento da saúde, desde aplicações práticas para o dia a dia das pessoas até ao nível de políticas públicas.

Alguns dados da OMS para a eHealth:

  • 58% dos países membros têm uma estratégia de eHealth;
  • 55% dos países têm legislação para proteger os dados eletrônicos do paciente;
  • 87% dos países relatam ter uma ou mais iniciativas nacionais para mHealth;
  • 75% dos países têm instituições que oferecem treinamento, pré-serviço ou formação contínua em tecnologias de comunicação de informação de saúde para profissionais da área.

Alguns países já contam com portais governamentais, para tornar públicas e acessíveis todas as informações a respeito de eHealth para a população – Irlanda, Índia, Austrália, Hong Kong (região da China). Outros, como Canadá e Portugal, também realizam conferências sobre o tema para discutir as melhores práticas e estabelecer diretrizes. Já os países da América Latina podem encontrar dados no site eHealth Latin América Reporter.

eHealthO Brasil ainda está em estágio inicial no uso em escala das tecnologias para a saúde – muito em função das barreiras de legislação -, mas já existe uma mudança de atitude, especialmente porque estas ferramentas digitais são ideais para reduzir os custos em saúde. E há respaldo da população: segundo uma pesquisa divulgada pela empresa de tecnologia Cisco, 84% dos entrevistados disseram estar mais preocupados com a qualidade da assistência médica do que com o contato pessoal. O estudo também revelou que 76% dos usuários do sistema brasileiro de saúde dizem estar abertos ao atendimento médico virtual.

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) também conta com um estudo sobre o impacto da IoT (internet das coisas) na economia nacional, revelando que em 2025, a IoT pode gerar receita de até US$ 200 bilhões de dólares por ano no Brasil. A ideia nos próximos anos é movimentar o ecossistema de inovação através de financiamentos para empresas e startups, além da criação de network para os envolvidos na área. Também serão estabelecidas metas de curto, médio e longo prazo relacionadas à IoT, reunidas no Plano Nacional de Internet das Coisas.

Vale lembrar que o mais importante é que a eHealth não só diminui os custos operacionais e evita desperdício de recursos, como amplia a assistência facilitando o acesso dos pacientes aos setores de saúde. Com isso, os médicos também ganham novas ferramentas tecnológicas capazes de empoderar sua atuação na realização de diagnósticos cada vez mais precisos e ágeis.

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