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Conhecida por diferentes nomes, como Prova de Função Pulmonar ou Exame do Sopro, a Espirometria é um exame utilizado para medir a quantidade e fluxo de ar que entra e sai dos pulmões. O resultado ajuda na análise das condições de ventilação do paciente e alguns casos não podem ser avaliados plenamente sem a realização deste exame complementar. Alterações podem indicar doenças respiratórias como asma ou DPOC.

Existem três situações principais em que o médico solicita o exame de espirometria: para investigar ou monitorar doenças respiratórias, para acompanhar o estado de saúde pulmonar de trabalhadores em ambientes que possam comprometê-la e para avaliar a capacidade pulmonar de atletas.

Com tecnologia de ponta e de fácil manuseio, hoje este equipamento pode ser operado por técnicos de enfermagem ou enfermeiros especializados, mas a recomendação é que os laudos somente sejam emitidos por médicos pneumologistas.

A seguir confira todas as informações necessárias para aplicação deste exame, desde as modalidades de espirometria, tipos de aparelho, situações em que é recomendado pedir este exame, como preparar o paciente, parâmetros a serem analisados e como a telemedicina tem revolucionado este serviço ao tornar médicos referência neste mercado acessíveis a clínicas e hospitais com escassez destes especialistas.

Em que casos o exame de espirometria é indicado?

Existem duas modalidades de espirometria: a clínica e a ocupacional. A primeira é geralmente realizada ou solicitada pelo médico pneumologista para monitorar a evolução clínica de pacientes com doenças respiratórias mediante tratamento ou para diagnosticar o que pode estar por trás de sintomas como tosse, falta de ar, dor no peito ou respiração anormal.

A espirometria clínica também pode ser utilizada para o acompanhamento da evolução da capacidade respiratória de atletas e tem sido usada na medicina ligada a mergulhos ou altitudes. O exame de espirometria também pode ser requisitado para avaliar risco cirúrgico respiratório e a capacidade respiratória para fins periciais.

Já a espirometria ocupacional trata de monitorar a saúde respiratória de trabalhadores em atividades insalubres para o aparelho respiratório, como em ambientes onde são expostos a poeira ou produtos químicos, já que estão sujeitos a desenvolver doenças restritivas ou obstrutivas como a fibrose pulmonar.

Esta modalidade requer exames com gráficos mais simples e costuma ser realizada por médicos do trabalho, que devem fazer ou solicitar os exames periodicamente para avaliar a saúde do trabalhador e, caso seja detectado algum tipo de perda, tomar medidas com antecedência. Embora não há lei que proíba médicos do trabalho de emitir laudo para estes exames, a recomendação é que isto seja feito por pneumologistas.

Tipos de aparelho de espirometria

Existem dois tipos de aparelhos para exame de espirometria no mercado: os de mesa, que funcionam por meio de conexão com computadores, e os portáteis, que podem ser levados de um lado a outro e funcionam mesmo sem energia elétrica se conectados a um notebook com bateria carregada.

Os espirômetros estão inclusos em duas categorias: deslocamento de volume e sensores de fluxo. Os com sensores de fluxo são computadorizados ou têm um microprocessador, o que permite agilidade na realização de testes.

Os aparelhos portáteis permitem que o profissional da área da saúde vá até a empresa, domicílio do paciente ou unidade de internação aplicar o exame de espirometria e é o mais recomendado para quem atua neste tipo de situação.

Além de ver qual o tipo se adapta melhor a sua rotina de trabalho, na hora da escolha o profissional da saúde deve estar atento a outros detalhes importantes, como a qualidade do equipamento, se ele é registrado na Anvisa e se atende aos requisitos da American Thoracic Society (ATS).

Também é importante pesquisar as condições oferecidas para manutenção do aparelho, já que atualizações de software e calibragens precisam ser feitas com frequência, e se há opções de assistência técnica próximas.

Profissionais que não puderem investir na compra do equipamento neste momento podem optar pelo aluguel, alternativa que além do preço oferece a vantagem de você não precisar se preocupar com a manutenção e possíveis reparos, que são responsabilidade do proprietário.

Feita esta filtragem inicial, é hora de escolher o modelo que oferece melhor custo-benefício. Existem hoje inúmeras opções no mercado. O modelo Spirobank 2, por exemplo, tem memória capaz de armazenar até 6 mil testes, oferece interpretação avançada em espirometria, atualização de software pela internet e incentivo de animação pediátrico.

Como preparar o paciente para o exame de espirometria

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Um exame de espirometria bem feito depende de um bom equipamento e da colaboração do paciente, por isso é importante que o profissional da saúde lhe dê as devidas orientações. Use os primeiros cinco minutos do exame para pesar e medir o paciente e fazer perguntas sobre seus sintomas respiratórios e antecedentes médicos.

Além dessas informações serem importantes para a avaliação, isso pode ajudar o paciente a relaxar e manter a respiração tranquila, fundamental para um resultado eficaz.

Para realizar o exame de espirometria o paciente não precisa estar em jejum, mas é importante que evite a ingestão de café, chá e bebida alcoólica por no mínimo seis horas antes do teste e pare de fumar duas horas antes.

Em alguns casos o médico pneumologista também deve orientar o paciente a suspender medicamentos, principalmente os inalados, antes dos testes. Mas se a intenção com o exame é saber como está o pulmão do paciente durante o tratamento com estas medicações esta recomendação não é necessária.

Em que casos o exame de espirometria não é recomendado

Embora o exame de espirometria clínico seja simples e indolor, pode fazer uso de bronquiodilatadores (quando recomendado pelo médico) e este tipo de medicamento pode causar taquicardia e ansiedade.

Por conta disso e do esforço necessário para as manobras de inspiração e expiração rápida, é contra-indicado realizar o exame em pacientes debilitados ou em situação que possa afetar a validade do teste.

Veja os casos em que é indicado adiar ou evitar o exame de espirometria:

  • Pacientes com pneumonia ou gripe;
  • Tosse com sangue;
  • Dor no peito recente;
  • Infarto do miocárdio recente;
  • Deslocamento de retina ou cirurgia ocular recente;
  • Crise hipertensiva;
  • Aneurisma de aorta torácica;
  • Edema pulmonar.

Passo a passo para fazer um exame de espirometria bem feito

O exame de espirometria é indolor. O paciente pode fazê-lo sentado ou de pé e precisa aspirar o máximo de ar que conseguir e depois soprar com o máximo de força possível por seis segundos.

Antes de executar o exame é importante orientar o paciente a seguir soprando no bocal acoplado no espirômetro até você dar o sinal de que pode parar, pois se ele parar e aspirar novamente antes do tempo necessário irá alterar resultados do exame.

Para garantir que nenhum ar saia pelo nariz durante o processo, uma espécie de clipe é colocado para evitar a respiração nasal. O pneumologista ou técnico que aplicar o exame deve primeiro pesar e medir o paciente para que o sistema calcule os índices considerados adequados.

Depois da primeira etapa, que são três inspirações e aspirações fortes, o profissional da saúde irá aplicar um spray broncodilatador no paciente, nos casos em que houver este recomendação do pneumologista, e repetir o exame após cerca de 15 minutos.

Situações que podem comprometer o resultado do exame de espirometria

Antes do sopro forte para realização do exame, é preciso que o paciente inspire e expire em ritmo tranquilo e normal, se ele estiver muito ansioso e com a respiração ofegante tente acalmá-lo explicando que isso pode comprometer o resultado do exame.

Outra prática que pode afetar os resultados é o paciente esperar demais antes de soprar, por isso é importante orientá-lo quanto a necessidade de seguir seus comandos com agilidade. Também é preciso reforçar o cuidado para que o ar não escape pelo nariz e para que o paciente não interrompa o processo no meio e depois volte a soprar.

Mas um resultado eficaz não depende somente do paciente e do profissional que aplicar o exame de espirometria. Um equipamento ruim também pode comprometê-lo. Por isso, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia recomenda que o equipamento atenda aos requisitos mínimos elencados pela American Thoracic Society (ATS): seja microprocessado, passível de calibração e com apresentação gráfica das curvas e dos valores numéricos obtidos.

Se a apresentação do exame não atingir a estes critérios, o pneumologista tem o direito de não aceitá-lo e exigir que seja repetido ou feito em outro laboratório.

O que é avaliado no exame de espirometria

Entre os dados fornecidos ao médico sobre as condições ventilatórias do paciente estão:

Volume residual (VR) volume de ar que permanece no pulmão após a expiração máxima

Capacidade pulmonar total (CPT) – volume de gás nos pulmões após a inspiração máxima

Capacidade residual funcional (CRF) – volume de ar que permanece nos pulmões após uma expiração usual

Capacidade vital (CV) – maior volume de ar mobilizado

Capacidade Vital Forçada (CVF) – volume máximo de ar exalado com esforço máximo, após uma inspiração máxima

Volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) – volume de ar exalado no primeiro segundo da manobra de capacidade vital forçada

Fluxo expiratório forçado máximo (FEFmáx) – fluxo máximo de ar durante a manobra de CVF

Fluxo (FEFx ou FIFx) – fluxo expiratório ou inspiratório forçado instantâneo relacionado a um volume do registro da manobra de CVF

Ventilação voluntária máxima (VVM) – volume máximo de ar ventilado em um período de tempo por repetidas manobras respiratórias forçadas

Os índices considerados adequados para cada paciente variam de acordo com a idade, altura, peso e etnia, por isso antes do exame o profissional da saúde precisa obter estes dados do paciente e registrar no aparelho.

Laudo do exame de espirometria com a telemedicina

O exame pode ser laudado à distância, desde que haja um bom padrão técnico e que o médico pneumologista responsável tenha acesso aos dados antropométricos, questionário preliminar, todos os valores obtidos e curvas.

Isso porque o resultado do exame de espirometria deve ser analisado junto a outros dados e histórico do paciente. Este arsenal de informações o permitirão detectar se houve algum erro na execução do exame de espirometria, como o cadastro errado das informações do paciente (peso, altura, etnia) no sistema ou colaboração inadequada na hora do exame, como por exemplo quando o paciente puxou o ar novamente antes do tempo recomendado.

A telemedicina permite que o pneumologista tenha acesso aos dados obtidos no exame em tempo real e desta forma tem tornado estes especialistas acessíveis a lugares onde há carência destes profissionais, além de permitir que clínicas e hospitais tenham acesso aos médicos mais renomados da área.

Por isso, essa tem sido uma estratégia importante para gestores de clínicas e hospitais em busca de modernizar os serviços e terem resultados mais rápidos e com mais qualidade, já que em alguns casos o estabelecimento ou entidade até então não conseguia contar com um dos melhores profissionais da área, mas sim o que estava disponível. Ao fazer o uso da telemedicina o gestor garante contar com profissionais em nível de excelência e referência neste tipo de atividade.

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