impressão 3d na medicina

O conceito e as possibilidades da impressão 3D surpreendem a todos. Para a criação de pequenos objetos com base em resina, sejam bonecos ou pequenos itens domésticos, basta desenhar – ou conseguir um modelo – e levar até a impressora para, em questão de minutos, o item estar nas suas mãos.

É lógico que essa ferramenta foi rapidamente abraçada pela área da saúde, na qual já se trabalha em novas aplicações. Graças as impressoras 3D, hoje é possível construir próteses a um custo muito mais baixo, até mesmo produzir órgãos utilizando células do próprio paciente como base, o que derruba as taxas de rejeição.

Para ser bem claro, estamos falando aqui de uma inovação tecnológica que promete revolucionar as ciências médicas e a vida de toda a sociedade. Ficou curioso para conhecer as possibilidades dessa tecnologia? Pois, no artigo de hoje, você vai conhecer sete aplicações incríveis da impressão 3D na medicina.

 

impressão 3dPróteses de baixo custo

As próteses não são uma novidade no mundo da medicina, tendo em vista que não é difícil encontrarmos alguém utilizando uma peça dessa natureza. O detalhe é que elas costumam ser muito caras, dificultando o acesso para pessoas com poucos recursos financeiros. Pense, por exemplo, em uma criança que necessita de uma prótese. Como ela vai passar por um rápido processo de crescimento, esse equipamento vai precisar ser adaptado, adicionando ainda mais custos ao orçamento da família.

No entanto, estudos realizados entre empresas e universidades mostra que já é possível criar próteses muito mais baratas, por meio da impressão 3D. Como estamos falando de algo que é feito peça a peça, algumas vezes de forma modular, fica muito mais fácil construir e adaptar o modelo à necessidade do paciente.

Ainda novidade em alguns lugares do mundo, essas próteses vão se tornar, rapidamente, algo bastante comum no campo da medicina.

 

prótese crânioReparação de crânio

Um grande exemplo de customização é a utilização de próteses em 3D na reparação de crânios. Recentemente, uma jovem recebeu um implante gerado através de uma impressora 3D, o que permitiu que a peça fosse feita exatamente do tamanho necessário e – o mais importante – com baixo custo.

Esses procedimentos, geralmente, são feitos utilizando diferentes composições de plástico. Contudo, na China já existem testes de produção utilizando titânio, o que mostra, não apenas a flexibilidade da tecnologia, mas um aumento significativo no número de soluções para diferentes pacientes.

Imagine como indivíduos acidentados ou soldados feridos em zonas de guerra poderiam se beneficiar dessas novidades. Será o fim das deformações faciais irreparáveis, por exemplo.

 

Transplante de órgãos

Além da dificuldade em conseguir um doador compatível, o transplante de órgãos carrega um outro problema: a rejeição pelo organismo do transplantado. Porém, as impressoras 3D prometem acabar com todos esses problemas.

Pode parecer filme de ficção científica, mas a impressão de órgãos utilizando o mesmo conceito da impressão 3D é uma área extremamente promissora. Ela funciona da seguinte forma: um misto de células-tronco vivas e fragmentos do órgão a ser reconstruído são misturados e colocados em uma forma de vidro no formato do tecido desejado. A partir disso, as células começam um processo natural de reprodução, e tendo um “tecido guia” como referência, crescem e ganham a forma do órgão desejado.

Teremos então um mecanismo que pode acabar em definitivo com a necessidade de doações, sendo que qualquer órgão necessário será simplesmente criado a partir da informação genética do paciente.

 

impressão 3d peleImpressão de pele

Pessoas que passam por situações de queimaduras ou doenças de pele, no futuro, não vão precisar retirar tecidos de outras partes do corpo para conseguir uma reconstituição. Cientistas também estão adicionando ao seu repertório a capacidade de imprimir células epiteliais através de impressão 3D.

Uma curiosidade desse assunto: há certo tempo, existiam críticas contra testes de cosméticos feitos em animais, isso influenciou algumas empresas a adotarem alternativas para testar os seus produtos. A solução utilizada por algumas marcas foi a adoção de pele humana artificial, proporcionando resultados muito mais precisos e resolvendo a demanda dos defensores dos direitos dos animais. Isso mostra a importância que estudos desse tipo podem ter no desenvolvimento da medicina.

 

Substituição de tecidos cardíacos

O transplante de coração é um trabalho extremamente complexo, não apenas na cirurgia em si, mas em todo o processo, que envolve doadores, rejeição, etc. Para exemplificar, pense em como já é uma realidade imprimir tecidos comuns, como a pele. Por outro lado, imagine agora como é lidar com a complexidade de tecidos cardíacos, uma complicada estrutura muscular.

Pois, trate de ficar animado: os primeiros testes para criar partes de um coração através do processo de impressão 3D foram muito promissores. Testes de implantação em ovinos para analisar a eficácia desse processo já estão programados. Caso tudo aconteça como planejado, estaremos, em pouco tempo, diante de um grande momento da medicina moderna.

 

impressão ossosReprodução de cartilagens e ossos

É isso mesmo! Da mesma forma que outros tecidos, cartilagens e ossos também podem ser reproduzidos em impressoras 3D.

A descoberta surgiu de um rápido teste executado por um grupo da Alemanha, que desenvolveu fragmentos de células-tronco que poderiam ser diferenciadas entre cartilagens e ossos. Elas simplesmente cresceram no meio de uma solução, assim como qualquer outra célula. O resultado abriu espaço para se pensar na produção e substituição de partes do esqueleto humano em um futuro bem próximo.

 

Estudo do câncer

Da mesma forma que empresas de cosméticos utilizam tecidos artificiais, o mesmo processo pode ser feito para imprimir células cancerígenas e melhorar a pesquisa de terapias para os pacientes. Por exemplo: um estudo realizado pela Harvard University Medical School utilizou um sistema para imprimir células neoplásicas em um gel e as colocou em uma placa Petri. Lá, elas cresceram e puderam ser empregadas em estudos, sem problemas!

Isso abre portas para cientistas estudarem os mais variados tipos de câncer em um ambiente mais controlado, para obtenção de resultados mais precisos.

O advento das impressoras 3D teve como necessidade básica a capacidade de criação de qualquer objeto com base em diferentes tipos de plástico. Hoje, já se trabalha com metais e – quem diria – tecido humano. Como mencionado acima, essa tecnologia tem capacidade de revolucionar a maneira como são feitos alguns tratamentos e pesquisas médicas. Com isso, teremos novas formas de curar um paciente, de possibilitar uma vida com mais qualidade e, também, novas ferramentas para combater doenças complexas ainda sem cura.

 

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